terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A felicidade


A felicidade só transmite luz
a sua ausência solidão
o espírito alegre, reluz
trite é que já não.

A felicidade é vida, traz calor
é alimento para o ser vivo
o espírito quente, cria amor
se não: fica comprometido.

A felicidade alimenta a alma
e a alegria é só tida
quando à escuridão, sucede a calma.

A felicidade é quente, traz satisfação
que o espírito precisa. Então...
que é a felicidade se não um estado de alma?

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sofrimento de mim

Sofrimento de ti dentro de mim…
Palavras que ainda não escrevi
superando tudo o que fui.
Ainda cultivo dentro de mim,
o teu olhar como deusa,
nos sentimentos que ainda vivo.

Sofrimento de ti dentro de mim…
E tu longe…
superando tudo o que senti
cada hora mais longe,
nos teus braços como flor
mesmo dentro de mim.

Sofrimento de ti dentro de mim…
Escrevo-te , inventando paixão
superando tudo o que dei
obrigando o corpo em danças
sem música…
no teu sorriso como brilho.

Sofrimento de ti, dentro de mim…
Cada dia mais longe,
na tua voz como música.
Mesmo estando aqui,
superando tudo o que ouvi
mesmo dentro de mim.

Sofrimento de ti, dentro de mim,
Sinto o arder na ponta dos dedos,
inventando palavras.
Tantas vezes me questiono
e tu longe…
mesmo estando a meu lado!
sofrimento de ti, dentro de mim…

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Uma lágrima incómoda


Fechei os olhos,
Inspirando a brisa salgada
que me perfurava a alma
sentado à beira –mar
como quem guarda a praia.
Descalço de coração apertado!
Tentei quebrar o silêncio
limpando uma lágrima incómoda.
Mas o tempo passou, como…
uma canção bem triste,
junto ao mar.
Perdi o domínio…
comecei a escrever com a alma
na ponta dos dedos.
De certa forma,
as coisas moldam-se a nós,
vivo intensamente
vou a caminho…
É aqui que eu guardo
algumas coisas que encontro
que são só minhas…
Pronuncio palavras com os lábios
mansamente para a areia
que o futuro
se encarregará de não confirmar.
A vida é viver intensamente,
não se pode pensar,
hesitar,
voltar atrás.
Limpando uma lágrima incómoda,
preencho o vazio
faço promessas
pronuncio palavras
volto a acreditar na vida…
ela não dá tréguas!...

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

No meio da neblina


Trazia o sol no sorriso
um sorriso alegre e cristalino…
Seria apenas o sol?
no meio de uma neblina
ou também o silêncio
os sentimentos e as emoções?
A vida que me enlouquece
nesta busca incessante de incertezas
que rasga o esquecimento.
Todos os sorrisos
todos os prazeres…
Fico absolutamente vazio
e prefiro retirar-me
para o meu interior,
para a minha solidão,
para o meu silêncio.
Muitas vezes sinto-me só
no meio de uma neblina
e quando isso acontece,
é mais uma forma de escrever
é mais um impulso criativo
e é assim que resolvo a solidão.
Fico a tactear na escuridão
continuo a procurar o meu caminho
o meu espaço…
Por vezes não sofro… amo-me a mim.
E por vezes basta uma simples “gota de água”
para me transmitir
algo profundo
no meio de uma neblina.
Olho para o espelho e digo “vou mudar”
Desabafo… num tom calmo!
Fecho os olhos e deixo-me ir,
Fartei-me de gastar palavras…
Aos poucos abri os olhos
E da claridade
Nasceu a realidade
No meio de uma neblina.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Gosto de te ver assim

Gosto de te ver assim
só tenho para te dar,
o que sou, o que sinto.
E restam as palavras
o meu silêncio em tua alma
o aroma,
que a chuva provoca
e inunda o meu olhar.
Palavras não ditas
pensadas
sentidas…
Gosto de te ver assim
e nesse delírio chego a sentir
o mais profundo sentir.
Apago os silêncios
da loucura,
apenas com o objectivo
de em ti me encontrar,
mesmo que o silêncio
faça parte de ti.
O olhar que me prende
a alma que me sente
nos sons que invento,
vem assim… bem devagar…
Gosto de te ver assim…

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

Choros e lamentos


Adeus choros e lamentos
ódios que esqueci
amores que já não sei…
mesmo quando, lhe ofereci
o colo e palavras doces,
vazios entregues ao destino.
Cá dentro, só buracos e erros
um longo sofrimento
o sentido que me permite ser
aquilo que eternamente desejo ser.
Acredito piamente que um dia,
não muito longe
não muito perto,
num tempo que há-de vir,
no espaço prometido
isso terá lugar,
acontecerá…
Debaixo de um céu carregado de nuvens
conquistar uma forma de liberdade
correndo o risco da solidão,
virar as costas ao passado
às agruras da vida
aos fantasmas antigos.
Chegam em silêncio
e velam para que não durma…
nunca mais durma!
Adeus choros e lamentos,
Vou partir…
Partir para mim próprio…
Abram-se os horizontes
para poder sentir o sol
o vento frio e seco…
Ah, e debaixo da chuva
suscitar emoções,
sentimentos, reflexões,
fantasias, choros e lamentos
que separam a noite
da manhã rosada.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Sedução



Não te vejo, não te ouço
Dois destinos sob o teu olhar
Que encanto dá o teu rosto
Tenho muito para te mostrar.

A meiguice desse olhar.
Sinto algo a despertar em mim
Tens ternura de sol-posto
Não dá para esconder assim.

Sei que tenho de agradar
Esse lindo olhar de menina
Tens poder de sedução
Mas eu vou cumprir a sina.

Serás sempre o meu anjo
Faço tudo o que quiseres
Tu… minha jóia encantada
Podes dizer o que queres.

Tens carícias de luar!...
Nunca deixas de encantar
Não vou parar, vou crescer
De ti posso- me orgulhar.

Fazes parte dos meus planos
És fonte de inspiração
Vamos juntos, tu e eu
Amar sem compaixão.

Ganho asas para voar
Mereces muito ser feliz
Teu caminho é o meu
É o meu anjo quem mo diz!

És meu sol ao amanhecer
Nunca deixes de sonhar
Faz o que quiseres de mim
Dou-te um beijo, ao acabar.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

A noite em que nunca te vi...


Procuro-te
para além do meu próprio ser
e de tanto procurar,
já não sei qual de nós está ausente.
Imagino-te sentada no degrau
que te leva até ao mar,
paro escuto e acaricio
o teu corpo,
confundindo os teus olhos
com o luar,
na embriaguez do instinto.
Imagino o teu corpo,
despido como uma sereia,
e num misto de prazer
calo os gritos calados
que saem dos teus lábios
sem se ouvir.
O beijo é urgente!
anseio um abraço
um abraço lento
lento e ternurento
mas sempre intenso
como um lenço colado ao corpo
por um vento que ninguém sente…
só eu…
como aquele que senti
na noite em que nunca te vi!...

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Coração em ruina


Não sei se vou chorar
Não sei se vou gritar
Não sei como te amar
Mas de repente a razão acorda-me
Olho para ti e sinto que tudo pode mudar.
Tocámo-nos
Despimo-nos
Não pensei
Tu… também não.

Não sei se vou chorar
Não sei se vou gritar
Não sei como te amar
Acendi a lareira
Afaguei o caminho que caminhas
Para procurar o abraço quente,
E à chegada da estrela da manhã
Teu corpo serpentear...
Para arder na fogueira da paixão.

Não sei se vou chorar
Não sei se vou gritar
Não sei como te amar…
Conheço bem cada pensamento teu
Que como um louco repito
Sinto-te perto ainda que longe!
Como a minha sombra
A tua vida não posso agarrar.
Já não consigo acreditar…

Não sei se vou chorar
Não sei se vou gritar
Não sei como te amar
Olho o horizonte, deixei de te ver.
Se tudo tem um começo
Vou continuar a perguntar porquê?
Antes que a roda da vida
Desperte em nós o ardor
E nos junte mais uma vez.

Não sei se vou chorar
Não sei se vou gritar
Não sei como te amar
Sabe bem ter-te por perto
Sem medo do brilho que dure
Que dirás se o tempo nos der o tempo
Sobre uma estrela perdida
E olhando sem olhar
Mil e um segredos.

Não sei se vou chorar
Não sei se vou gritar
Não sei como te amar
Coração em ruina
Na penumbra do quarto,
Desvendas fantasias
A dança das chamas
Mais dias, mais noites
Sei que a ti vou-me entregar.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

Que vale esta vida



Que vale esta vida
Se de tanto cuidar
Não tiver tempo
Para parar a olhar?

Sem tempo para ficar
À sombra dos ramais
Parado a olhar
A vida dos demais.

Sem tempo para ver
Quando pelo campo passar
Em que ramos os melros
No seu ninho vão guardar.

Sem tempo para ver
O sol a brilhar
Rios cheios de estrelas
Qual céu á noite a cintilar

Sem tempo
Para o resto da beleza contemplar
E observar os seus pés
Quando está a dançar.

Sem tempo para esperar
Até a sua boca poder
O sorriso dos seus olhos
Finalmente enriquecer.

Que pobre esta vida
Se de tanto cuidar,
Não tiver tempo
Para parar a olhar.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Acredito no amor


Acredito no amor
quando é tempo de amar
gosto de saborear
cada momento da vida.

Acredito no amor
sofri… tive bons e maus momentos
tempo para pensar
as mudanças.

Acredito no amor
o caminho faz-se caminhando
pleno de sonhos
na madrugada.

Acredito no amor
novamente, de alma
coração e paixão
até à exaustão.

Acredito no amor
nas implicações
de cada passo dado
sem sabor.

Acredito no amor
tentei esconder isso
o olhar sério
e profundo.

Acredito no amor
provavelmente
dentro do meu quarto
em silêncio

Acredito no amor
do dia
ao sol pôr
até ao anoitecer.

Acredito no amor
o silêncio de todos nós
resumir em palavras
o que significou.

Acredito no amor
descalço a olhar o mar
desfeito
na espuma dos dias.

Acredito no amor
porque não sou capaz de ficar… sem amar
Ele não se procura…
Simplesmente … acontece.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Como um rio


Deslizei pelo tempo!
Como um rio…
Nem sabia que tinha tudo isto
cá dentro de mim,
e até penso...
Se não terei perdido
tanto tempo no meu passado…
Deslizei pelo tempo
como um rio
e fui passando, passando…
Não vinha ninguém!...
Quero aperfeiçoar-me
sinto que saí desta corrente.
Não, porque tenha sido mau,
corri atrás de outro sonho,
quando oiço as palavras…
nunca digas nunca!
Às vezes acho que encontrei!
E depois… nada.
Tanta coisa
em poucas palavras.
Quero ir,
mas quando lá estiver
sei que vou querer voltar.
Quero sonhar com o lugar onde não estou
sonhar com o lugar onde passei
e achei que não era esse o local ideal.
De me iludir
de sonhar
de nunca estar satisfeito.
Quero ir…
pelo cheiro da terra
pela cor do mar
pelo calor
pelo frio
deslizar pelo tempo!
Como um rio.

Autor: C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

Palavras ao acaso

Acontece muitas vezes apetecer,
baixar os braços e desistir.
Em cada momento,
em cada lugar,
a vida revela mais sobre
quem o diz
do que, sobre ela própria.
Apetece,revelar especialmente,
quando sei que faço tudo
longe do mundo,
onde o sol brilha intensamente,
longe da vida,
no frio de uma noite de inverno,
da maneira certa,
com a melhor das intenções
com a ânsia de conhecer,
de conviver,
de viver.
Ou se convive com a verdade
ou ignora-se!
E… o castigo é continuar
infinitamente a errar.
Os defeitos são as qualidades,
os meus medos são as certezas
da minha outra parte.
As esperanças são os medos,
que me ajudam a buscar a felicidade.
Cada um de nós procura a outra parte
que nos completa
que preencha algo que nos falta.
Assim, buscamos no outro
o que não temos,
ou o que não somos.
Como o modo de amar,
ou de estar na vida,
ou da forma como nos ilumina.
Ou alguém aparece
e dá um arraso
em tudo o que foi feito...
Aquilo que a vida revela.


C@rlos@lmeida
(Foto da net)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O Brilho do farol


Diz que não é tarde demais
Agora… parto sem mágoa
Já não quero estar aqui.
Quando o sol se esconder no horizonte,
quando toda a dor vier à tona
só o tempo vai curar.
Tu vais entender!
Tento chegar ao farol,
e não encontro uma saída.
Eu sei… que não sou escritor
e por isso procuro palavras,
para definir este lugar tão belo.
Tudo fica mudo!
Aqui!... Neste porto de abrigo.
Eu vou gritar ao mundo!
Já sofri por amores que vivi.
Neste farol…
Onde o horizonte começa e termina
e o tempo espera.
Tanto silêncio…
Queria entender as razões
que só o tempo pode curar…
Neste porto de abrigo
vou-me encontrar.
Vale a pena acreditar
Cá!… vou gritar ao mundo
tudo pelo que passei.
Aqui!... acabou-se a dor
que me parte em pedaços.
Além do brilho do farol,
o horizonte…
leva-me até ti,
Quando tu não estás…
O farol,
o mar calmo,
o silêncio,
levam-me até ti.
Não queria tanta solidão,
não sei onde estás,
mas não penses em te afastar de mim.
O farol…
Este meu porto de abrigo
onde oculto
os meus sentimentos
pelo menos, algumas vezes.
Aqui!... onde o mar começa
e a terra termina.
Além do horizonte, do pôr-do-sol
tenho o brilho do farol.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

domingo, 15 de janeiro de 2012

Apenas sentidos


Apenas sentidos...
a loucura de ser louco
pelo ardor desta paixão.

Apenas sentidos...
que brotam do meu sentir
tudo encanta.

Apenas sentidos...
um banho de poesia
pelo ardor desta paixão.

Apenas sentidos...
onde está a magia
dos antigos recantos da minha alma?

Apenas sentidos...
que brotam do meu sentir
a loucura de ser louco.


C@rlos@lmeida
(Foto da net)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Desafio...


O tempo não pode acabar
Com um amor sem explicação.
Não amo pela beleza,
Amo apenas porque o tempo não pode acabar.

A vida ensina-me
Que nada recebo
Sem que primeiro
Tenha dado tempo.

Os erros são um sinal
De coragem
E de por vezes me desviar do tempo
E experimentar outros caminhos.

O desconhecido assusta
O tempo é um desafio
E os desafios fazem-me crescer,
evoluir, sair do marasmo.

A competição pode ser
O catalisador que me tira tempo.
O desânimo faz
Com que mostre a minha garra.

Enquanto houver amanhã
A perda de tempo
Não deve ocupar a mente
Com águas passadas.

Sinto no meu interior
Que independentemente de ser belo
O tempo, não é digno
De ser amado.

O tempo não pode acabar
Pode sofrer derrotas
Pode até cair
Mas isso não faz dele derrotado.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Milagre!


Amar é entregar-me,
Sem medo e sem reservas
A algo superior e incontrolável.
Milagre!
Amar é dar e receber e transformar em doce
Tudo o que é potencialmente amargo.

A felicidade é para aqueles
que querem ver-me crescer,
e a tornar-me verdadeiramente grande.
Milagre!
Se o que tenho a dizer
não é mais belo que o silêncio.

Talvez seja altura de parar,
numa súbita fractura de mim,
num quebrar de alma.
Milagre!
Nas saudades do que já fui
em que todas as coisas se fundem.

São precisas torrentes de sangue…
Olho em volta e percebo
se precisar de ajuda não hesito.
Milagre!
Não tenho de fazer
esta travessia sozinho.

Controlo as minhas emoções…
Quando deixa de ser uma batalha minha,
desculpas vêm sempre a calhar.
Milagre!
Aos olhos do mundo
basta uma lágrima.

A felicidade é para aqueles…
Que andam ao sabor das ondas,
tento não ver apenas o lado negro da vida.
Milagre!
Quando a tempestade passar,
a poeira baixa e o sol volta a brilhar.


Amar é dar e receber…
Para se executarem grandes coisas
Basta uma lágrima
Milagre!
Para amar… há que viver
Como se nunca fosse morrer.

Controlo as minhas emoções…
os quereres, as necessidades, os devaneios,
Pois é necessário canalizar toda a energia.
Milagre!
Este corpo no final,
Será misturado com a lama.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

sábado, 7 de janeiro de 2012

Suave


Suave…
Palavras loucas
que se lêem nos olhos
serenamente.
Amarras secretas
são palavras que o vento leva.

Suave…
o sentir,
o sentido,
o despertar dos sorrisos
que nasce do desejo.
na pele que veste o corpo.

Suave…
o que a alma sente
porque não pode ser amor,
mas tua magia
suave borboleta
penetra na lua.

Suave…
que mais posso fazer?
não levas apenas o meu cheiro
nem os meus beijos
em tua face
e num sopro vais!

Suave…
borboleta
és brisa intensa
lua branca que brilha.
Tenho nos olhos guardados,
o tremor do teu desejo.

Suave…
palavras de todos os dias
fico calado,
na sombra do que sou,
que se mistura com o passado.

Suave…
a música da noite,
apenas por instantes
sou a voz da música que escutas.
Mudemos as palavras
troquemos os sentidos.

Suave…
A vida é poema
a verdade é sempre melhor que a mentira
mesmo que doa.
É de vento que me alimento
porque há silêncios que dizem mais que palavras.

Suave…
É a tua amizade,
assim como a lua,
assim como a canção
que me confidencia
segredos.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

Assim, pouco a pouco


Assim pouco a pouco
um traço, faz ressaltar as palavras.
A esperança,
a ilusão,
o abismo…
Ou mesmo o mais ínfimo sorriso.
Terão o mesmo destino?
A esperança que se busca compreender,
a ilusão…
Sempre temperada pelo sol da ironia.
O abismo…
Depois do silêncio,
de pensar a vida,
O amor,
o tempo,
a morte,
o corpo,
ou mesmo o mais ínfimo sorriso.
O sorriso…
Rir, rir, rir…
num atroz abismo,
depois do silêncio.
Assim pouco a pouco,
pessoas que passam ao de leve na vida
terão o mesmo destino,
irão cruzar-se para sempre
no silenciamento das vozes.
Fazem ressaltar palavras…!
A esperança…
um vulcão de emoções.
O abismo…
torrencial.
A ilusão…
a que ignoro, quando em sussurro
percebo a vida que me rodeia.
O sorriso…
que guardo enquanto o dia
se esquece de mim.
O silêncio…
apago-o e isso talvez
me dê uma sensação
de liberdade e paz…
Assim pouco a pouco…

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

Tempo

Tempo, falta-me tempo
falta-me tempo
para ter paz
para o nada
para o vazio
para ficar disponível.
É muito importante
ter momentos,
tempo…
pleno de vazio.
Falta-me tempo
vivo momentos,
e vou guarda-los para sempre.
Tempo,
que expressa
o que me vai na mente
e no coração.
Falta-me tempo
a expressão do olhar
traduz o sentimento,
os instantes mágicos,
suspensos nos teus encantos.
Tempo…
e o silêncio inspiram-me,
mostro-me,
mas nunca me dou realmente
depois da sedução
do amor…
Tempo… falta-me tempo
Tempo sobre a razão de viver
Tempo sobre a importância das coisas
Tempo…
no corpo e na alma
para ouvir os outros.
Falta-me tempo
Para abdicar de tempo,
de vida,
de privacidade
de emoções
de sentimentos…
Ás vezes penso
que está tudo
ao alcance das mãos.
Mas… falta-me tempo.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net
)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Paixão

Afinal…
Quem és tu?
que me procuras
quando a noite cai
na busca de maior serenidade.
És paixão…
que não queres saber nada,
mas sentes tudo.
És a melhor a atingir metas
mesmo que silenciosas
mesmo que nunca ditas
mesmo que escondidas
entre desejos e receios.
És paixão… és alguém
que me encosta o ombro
sem perguntar nada!
Carregada de sonhos,
e de sonho…
O sonho que rapidamente
se transforma em pesadelo.
És paixão…
de conversas à lareira
de noites de insónia
largadas ao vento,
ou na cama de alguém…
Estás guardada no coração.
Paixão…
por detrás de uma cortina!
quando chega aquela aragem
o lugar não tem nome
Afinal…
Quem és tu?
que fechas a janela ao adormecer.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Vive cada instante

Vive cada instante...
A nossa vida,
foi feita para amar.
Não sonhes...
vive cada instante.
Tudo no mundo é frágil,
a minha alma
de sonhar-te
anda perdida.
Vive cada instante
nos turbilhões
que o vento levantar.
Tanta sombra em redor...
Vive cada instante!
A vida é simples,
olha-a de longe
fingindo ter pena
no coração vazio.
Eu sei que sonhei
ainda sem amor
por ninguém!
Vivi cada instante
e nesse sonho
eu já nem sei quem sou.
A brisa do mar
vive cada instante...
Dá-me a tua mão
que me acaricia o rosto
e a minha boca triste
e dolorida.
Vive cada instante
porque se morre,
no beijo que procuras
aprisionado dentro do peito.
Acredita...
vive cada instante
a nossa vida
foi feita para amar.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Dois corpos saciados


Dois corpos saciados
que voam perdidos
despidos…
Ontem vi-te nua, pela primeira vez
no abatido silêncio.
Senti os acordes nostálgicos
das batidas do teu coração,
até nos fundir-mos num só.
E rimos, brincámos e conversamos
para o céu alcançar.
Que importa para onde vou
uma boca, um beijo
sede, desejo
e o tempo sentiu
a minha alma.
Quero sentir
o respirar da tua boca
dentro de mim.
Um corpo delineado de mulher…
E amanhã?
relembro tudo de ti,
tudo de mim,
muito de nós…
Dois corpos saciados
o que sou
o que tenho para te dar
o que te quero dar
até ao céu chegar…
E gostei do que vi
e gostei do que senti
e gostei…
e gostei…
de conhecer esse teu lado
frágil, vulnerável, sincero.
Dois corpos saciados
a chama do amor
beijos…
Sentidos, cansados
suados, molhados
despidos de devaneios sem fim.
Das tuas mãos reflectindo
pedaços da tua alma
um aroma a cetim
entregue ao amor
entregue á vida
entregue a mim,
dois corpos saciados.

C@rlos@lmeida
(Agosto de 1984)
(Foto da Net)

domingo, 1 de janeiro de 2012

Mais um ano passou


Mais um ano passou…
2011
Como um sonho!
Sonhei mas não me lembro.
Tento pensar como é que me sentia
quando não estava perdido.
Os passos lentos
absorveram o escuro
na angústia
até que mais nenhum sonho me toque.
Será que foi um sonho triste?
Belo?
Envolvente?
Ou uma história de solidão ?
O sonho acabou…
O ano terminou
E algo ficou
ficaram as certezas
ficaram as sombras
ficaram as cinzas
ficaram os gestos
ficou o olhar
ficaram as palavras
ficou o consolo
ficou o amor
ficou o fogo
ficou o céu
ficaram os caminhos
ficou o passado
ficaram as ideias
tudo se transformou em passado.
O ano acabou…
O sonho acabou…
2012
Um ano novo começou
num piscar de olhos.
Com ele veio:
O amor
A paixão
A amizade
A paz
O frio
A palavra
O poema
A música
O olhar
A esperança
os sorrisos
os pensamentos,
Cheios de esperança

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

ANO NOVO

Feliz Ano Novo
Recados Animados para o Orkut!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Feliz Natal e Próspero Ano de 2012


Natal Engraçado
Recados Atualizados para Orkut é no Glimboo!


C@rlos@lmeida

O meu conceito de Natal

Envelhecemos todos ao ritmo do próprio mundo. Tudo o que acontece na minha vida acontece sempre por alguma razão. Tento tirar sempre o lado positivo das coisas.
Fazem-me crescer e amadurecer. Amadurecem os sentimentos mais rebeldes.
Não me considero materialista, sou apologista das tradições natalícias, opto por dar mais significado aos valores familiares do que propriamente às tradições de Natal.
Sinto esta época natalícia de forma sentimental, até porque na minha infância o Natal era sempre muito triste e sofrido.
O meu Natal ideal é aquele que envolve toda a família, junto a uma lareira acolhedora, com o frio lá fora. Lembra-me os meus melhores anos de infância nas beiras.
Actualmente, já que o tempo é pouco, tento sempre estar com a minha família e confraternizar neste dia, lembrando o nascimento de Jesus. Quando era miúdo nunca fui exigente, mas pensava nas prendas. Nunca fui muito de pedir, contentava-me com o que me davam. Sempre fui habituado pelos meus pais, a dar importância ao carinho e a tudo o que damos ou compramos o ano inteiro quando precisamos do que propriamente às prendas.
Com os anos quebrou-se o encanto, mas não a magia.
As recordações que guardo desta quadra são aquelas que me acompanharam sempre… a minha fé no Pai Natal, o cheiro a prendas e a comida, do rosto de cada elemento da minha família, aquela luz única que se vive e se sente no natal… que se chama “menino jesus”.
O verdadeiro espírito de Natal é aquele que nos eleva a alma, nos torna mais espirituais e menos materialistas.
Esta data sensibiliza o meu coração e faz-me pensar seriamente nos pobres e nos injustiçados espalhados por esse mundo.
Celebrar o Natal é abandonar o egoísmo e abraçar o entendimento e a harmonia entre as famílias.
Segundo o que penso do Natal, irei transmitir o mesmo conceito de “natal” que os meus pais me legaram a mim. Acima de tudo o Natal é a celebração do nascimento do menino jesus. Hoje em dia, infelizmente dá-se mais importância às prendas, à figura do Pai Natal, colocando-se de lado a verdadeira lógica da quadra.
Com a chegada dos meus filhos voltei um pouco a quando era criança: comecei a viver outra vez, toda aquela magia.
Aos olhos das crianças, a árvore de Natal, as luzes, os enfeites, as prendas e os doces são, muito provavelmente, as mais evidentes tradições desta quadra, assim também o consideram os meus filhos.
Paz amor e harmonia são alguns dos sentimentos mais nobres que costumo pedir para esta época do ano, pese embora o facto de ser essencial para o resto do ano.
A dádiva e a partilha deveriam ser uma parte integrante da vida de cada um de nós em todas as ocasiões e não apenas no Natal.
Num momento em que a vida de todos é tocada pela ternura de uma época em que a dádiva é esperada, a partilha a meu ver é um dos mais bonitos gestos do mundo.
Mas o que eu gostaria que houvesse neste e em todos os Natais era: mais amor pelo próximo, e coragem, mais sentido de respeito para com Deus e este Planeta fabuloso que ele criou.
Numa quadra onde a família se reúne e passa momentos de alegria, faço questão de reforçar os laços que me unem aos meus familiares mais chegados e junto deles relembrar os acontecimentos marcantes da festa de Natal.
A quadra natalícia é vivida com mais intensidade e pureza pelas crianças do que pelos adultos, pois “os adultos têm muito em que reflectir” há sempre alguma nostalgia no ar.
Para mim o Natal é o culto da família e das memórias. O ambiente de felicidade e paz faz-me lembrar e pensar também naqueles que amei, mas já não estão comigo e penso mais nas injustiças da nossa sociedade. Por isso o natal ainda tem algum significado para mim… muito… a começar pelas memórias. É um tempo onde o amor entre as pessoas se partilha de uma forma mais forte e mágica.
O menino jesus é afinal o símbolo da esperança e de dias melhores; hoje e sempre.
Resumindo, para mim o Natal são os valores que me foram transmitidos como a seriedade, o respeito, o amor, a ternura, a partilha, para que seja um homem bom e possa contribuir para um mundo melhor não só no Natal, mas em todo o resto do ano.



FELIZ NATAL


BOM ANO DE 2012


C@rlos@lmeida

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Carta Irónica ao Pai Natal 2011



Pai Natal
Sempre gostei muito do Natal e lembro-me que todos os anos escrevia ao Pai Natal a pedir prendas exorbitantes.
Ainda bem que nesse tempo ainda não existia a troika nem a Angela Merkel.
E tu Pai Natal poe-te a pau porque com a austeridade que vai no mundo também corres o risco que o teu mito seja desfeito este ano ainda.
Bolas! Pai Natal demorei estes anos todos a convencer-me de que, afinal, o Pai Natal dos meus sonhos não existia!...
Pai Natal
Só quero acordar todos os dias sem me deixar ofuscar por este mundo que é fascinante e, ao mesmo tempo, assustador.
Gostaria de dizer, simplesmente que prefiro ser um “alienígena selvagem” “feio” “porco” e “mau” do que ser mais um daqueles que anda por aí a ver andar os outros.
Afinal nesta sociedade quem é que são os verdadeiros “maus da fita”?
Sou eu ou os que têm o poder nas mãos?
Gente errante, sonhadora, egoísta, excêntrica que tenta superar com humor a dura realidade da vida que leva.
Das evocações e dos efeitos psicológicos e emocionais, uns nostálgicos, outros perversos, que afectam o presente.
Mas não consigo compreender esta indiferença Pai natal…
A maldade e o cinismo deixam-me muito triste e são tristes essas pessoas. Pai Natal o mais importante é trabalhar, manter-me ocupado, divertir-me e ter tempo para a família e amigos.
Pai Natal eles andam tristes os cortes são muitos, se calhar é importante que as pessoas saiam do seu mundo de riqueza e luxúria e encararem a realidade daqueles que nem sequer dá para cortar.
Também sou apologista de que o mal seja punido.
Pai natal todos nós ouvimos histórias de encantar e belos contos de fadas na meninice, mas com o passar dos anos apercebi-me que as pessoas eram más e só são alguém no meio da falsidade e egoísmo. Há pois é… tirando isso são uns miseráveis, uns tristes.
Mas vamos aprendendo Pai Natal…
À medida que crescemos vamos vivendo e vamos levando pancada o que faz com que o nosso olhar sobre as coisas se vá modificando, vamos estudando as pessoas que nos rodeiam, vamos definindo o nosso carácter e acabamos por ir observando as coisas de uma forma mais desidealizada, desmistificada… Mas não fiques triste Pai Natal, as pessoas nem sempre gostam de se deparar com pessoas frontais. Fui educado a sê-lo. Não é agora que vou mudar.
Obviamente que o meu objectivo não é ferir ninguém, até porque é natal tempo de paz e amor.
Pai Natal tem cuidado, porque a emoção e o amor ao próximo estão a ser um pouco postos de lado. A inteligência e outras capacidades não valem nada, viver numa sociedade assim ostracizada e isso leva-me a desejar algo mais da vida. No que toca ainda à malvadez convém não esquecer…
Estes são estereótipos bons para trabalhar. Vejo hoje como as pessoas se atropelam os direitos e a vida das pessoas.
Pai Natal , hoje em dia assistimos cada vez mais, aos amigos que traem os amigos e às pessoas que magoam as outras, por vezes sem necessidade nenhuma.
É uma luta entre aquilo com que querem que nós vivamos e aquilo com que vivemos. Os grandes senhores julgam-se perfeitos, mas a imperfeição é muito mais bonita do que a perfeição, porque a perfeição não existe.
Pai Natal há profissões que aproximam as pessoas do drama, dos momentos mais escuros ou dos mais felizes das vidas dos concidadãos.
Aprendi a manter a serenidade sem mudar o que quer que seja. O sentimento que tenho neste momento é o mesmo daquele que há quando um casamento acaba: o melhor é despedirmo-nos antes de estragarmos o que ficou para trás.
Pai Natal…! Não acredito nas pessoas. Não acredito que as pessoas são o que querem. Não são!
Não! Nós não somos o que queremos, somos fruto da genética!
Por razões várias tive sempre alguma dificuldade em estragar coisas. Sempre guardei as coisas velhas, vesti-me sempre com roupas muito usadas nunca fui do género de olhar para as montras.
Não entendo como é que as pessoas vão daqui para Londres ou Paris para fazer compras de Natal.
Pai natal o supérfluo faz-me alguma confusão. Por natureza não gosto de estragar. Os ricos estão a ficar muito mais ricos, sobretudo aquelas pessoas que se movimentam à vontade pelo mundo e tornam tudo deles.
O homem é capaz de tudo para sobreviver, e, portanto, os senhores do mundo, vão riscar do mapa uns biliões de pessoas para que os que ficam possam sobreviver.
Pai Natal na Europa, com a austeridade já vai acontecendo…
Entretanto a humanidade continua a crescer! Não vai dar!... a única solução é reduzir.
Pai Natal, acho importante retirar ensinamentos das situações que vivemos, mas nunca olhar para o futuro como uma desgraça, porque isso é muito mau. Devemos aprender com as experiências, sejam boas ou menos boas, para assim poder amadurecer, e depois poder continuar a vida.
Ai, ai! Agora é que vão ser elas!...
Hoje em dia, maltrata-se muito o Português. Até os ministros falam mal!...
Austeridade, austeridade, austeridade, tróica, tróica, tróica, quase que até parece a música “jingle bells, jingle bells”… mas em versão moderna!
Pois é… pai Natal estou mesmo a terminar.
Agora falando sério…
Como tu sabes, à medida que vamos caminhando para a idade adulta e madura, o Natal passa a ser também um tempo de nostalgia e até de depressão.
Pouco a pouco a família foi perdendo alguns elementos e a saudade associada à perda torna-se muito presente na noite da consoada.
A solidão pesa mais nestes dias, e muitas pessoas desejam que o tempo voe para que o sofrimento cesse.
Os conflitos familiares vêm ao de cima, e o espírito de Natal é invocado como forma de abrir um período de tréguas, até que tudo volte a ser como era.
As crianças mantêm-se alheadas de tudo isto e esperam ansiosamente pelo momento de abertura das prendas.
O Natal é das crianças e um dia chegará o momento, em que também elas serão adultas e perceberão que a vida é muito mais dura e menos colorida que os embrulhos. Até lá só lhes é pedido que sonhem, pois os pais “Natais”, tudo farão para materializar os desejos por forma a manter longe, muito longe, a sombra do trauma, esquecendo-se que são as dificuldades que nos fazem crescer e tornarmo-nos homens e mulheres emocionalmente equilibrados e capazes de enfrentar as agruras da vida.
As pessoas têm tudo o que as coisas para das não têm.
As pessoas pensam, sentem, sofrem, poupam e morrem…
Pai Natal!... Vê lá se consegues mudar alguma coisa para melhor em 2012, que este ano foi uma desgraça.
Na minha opinião é deixá-los falar e seguir o nosso próprio caminho, o ciclo da vida é a melhor forma para conseguirmos pelo menos ser felizes neste Natal.


Feliz Natal
Próspero Ano 2012

C@rlos@lmeida

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Em Silêncio


Eu vivi em silêncio
á beira do limite,
cada passo
cada segundo…
A realidade pode ser apenas,
uma aparência
que alimenta o sonho.

Eu ouvi o silêncio
o poder da imaginação
não resisto ao seu “olhar”
um olhar azul
uma noite calma
profunda e intensa
que me alimenta a alma.

Eu bebi em silêncio
coisas que eu senti
as feridas mais difíceis de sarar
momentos de angustia
escritos a lápis
que quero apagar
que me alimenta o pensar.


Eu sofri em silêncio
quando eramos um só
e nesse abraço forte
quando o frio apertou
do teu corpo, os mistérios
olho por dentro o sofrimento
que alimenta o que restou.

Eu senti em silêncio
quantos erros cometidos
tantas vezes!
No calor de um beijo teu
cristais de ilusão
tiveste em mim o teu espaço
que alimenta o sentimento.

Eu amei eu silêncio
amor… sentimento maior
rosas vermelhas
bálsamo da vida,
um choro calado
parece flutuar à deriva
que alimenta o amor.

Eu odiei em silêncio
a felicidade
a infelicidade
Senti o peito gelar-me o coração.
tu… eu… nós…
criamos um amor
que alimenta o ódio.

Eu vivi em silêncio…
Eu ouvi o silêncio…
Eu bebi em silêncio…
Eu sofri em silêncio…
Eu senti em silêncio…
Eu amei em silêncio…
Eu odiei em silêncio…

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A cor do amor és tu


A cor do amor és tu
minha lágrima
minha querida…
mesmo das mais baixas marés
ás tempestades.

A cor do amor és tu
de sorriso doce
de sorriso imenso,
para rir e chorar
por breves momentos.

A cor do amor és tu
cruel…
secaram as lágrimas,
nos olhos cansados
Lancei aos ventos mil raivas

A cor do amor és tu
um lugar vazio,
corpo iluminado
daquilo que eu…
sinto por dentro.

A cor do amor és tu
O olhar,
já está esquecido,
o limite, é mesmo…
a minha imaginação.

A cor do amor és tu
transmites-me o céu
saudade,
traição…
mas isso é apenas o reflexo.

A cor do amor és tu
na verdade, o que importa
é que esteja bem…
e mais perto do céu,
quero amar-me imenso.

C@rlos@lmeida

(Foto da net)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Oiço canções


Oiço canções
no meio da correria
a música faz parte do poema,
antes da música, há sempre a palavra…
sobre o amor e os amores.

Oiço canções
sobre o amor e os amores
canções de valor espiritual
canções intemporais
sentimentos…

Oiço canções
canções de amor,
canções de olhares intensos
do eterno ar carente
de quem as sente.

Oiço canções
que são a união do corpo,
dos olhos,
da voz,
de toda a batida do coração.

Oiço canções
doces e ardentes,
olhos nos olhos,
pouco a pouco,
deixo-me levar pela melodia.

Oiço canções
não há regras
não há limites
lavo a alma
com canções de amor.

Oiço canções
momentos de melodia
e de palavras
o amor que transmitem
é infinito.

Oiço canções
uma brisa de alegria paira no ar
eis que algumas canções
quando pensam em mim
chegam quase como uma bênção.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

O Mar!


Preciso de me encontrar com o mar
acredito que o mar representa a minha liberdade,
a minha realização como ser humano.
O mar azul- turquesa!
sorve cada momento,
com um sorriso lindo
de quem está em perfeita harmonia,
para apanhar a luz que o sol irradia.
Preciso de me encontrar,
fugir às ruas barulhentas
e empoeiradas da cidade…
meu doce mar…
onde adormeço embalado
pelas ondas suaves,
pelos gritos das gaivotas
e outras aves marinhas.
O meu mar…
Ágil, perfeito , amadurecido
o meu sangue,
o meu coração
os meus sentimentos,
os meus arrepios,
os meus medos.
Preciso de me encontrar com o mar!
Gosto do azul,
transmite-me paz,
faz-me acreditar
quando os sentidos dominam a razão.
O calor emanante da terra,
estranho, cheio de mistérios…
É-me indispensável sentir
esta paz de espírito.
Vou-me embora mar!
Aqui…
há uma língua que não precisa de tradução,
a do sentimento…
não necessita nem de prantos,
nem de vozes,
nem de beijos,
nem de despedidas
meu doce mar…
Eu volto!

C@rlos@lmeida

(Foto Cute S.Miguel)

Mar de Ilusão


Mar de ilusão!
noites em que escondo
nas asas do vento
palavras do meu coração.

Observo as mesmas estrelas
ou apenas a breve brisa que lamenta
vem depressa abraçar-me
mar de ilusão.

Preciso acreditar…
Fito o horizonte
mar de ilusão
nos momentos ausentes.

Mar de ilusão
escutas os meus lamentos
meu amor… minha dor
perco-me em ti.

Uma alma que chora
deixa que viva sem angústia
o nascer da aurora,
mar de ilusão.

E o arrependimento?
das brumas do passado
mar de ilusão
até ao fim da vida.

Trocam-se sorrisos
debaixo do céu…
perto do mar…
mar de ilusão.

C@rlos@lmeida

(Foto Cute S.Miguel)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A Noite...


A noite…
A minha maior confidente!
Mais uma noite que tenho
por companhia o luar…
Sinto o vento frio
que me bate no rosto…
Pode ser o vento da tormenta
pode ser do luar…
São momentos vazios de solidão,
por essa noite que se demora.
Até o murmurar do vento
vai guardando a minha ilusão,
e deixa que o meu corpo se acalme.
A noite…
grito mudo que ecoa,
qual música me faz sonhar
e me leva para longe…
A noite…
Um anjo caiu do céu
por essa noite que se demora
quase sempre às escondidas,
como uma noite sem luar
A noite…
Sorri e olhei o horizonte
com os olhos cor de mar.
recordei e visualizei,
o luar e tudo o que vivi.
O luar…
luz da madrugada que antecipa
o nascer do sol.
A noite…
O luar…
Mais uma noite em que tenho
por companhia a lua
A luz…
O luar…

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Vida

Vida
É madrugada calma,
um novo dia já floresce,
e enquanto te lembro
perdido em palavras e sonhos
é o barulho da vida que me traz de volta à realidade.
A noite pesada, sombria
já é fumo e desaparece,
e oiço-te dizer, com o olhar mais triste do mundo
que há vidas que passam,
como se o destino das vidas
não fosse esse mesmo.
Um novo dia de esperança ou desilusão
ninguém sabe!
só é sim um novo dia,
o de fazer vezes sem conta
num exercício de eternidade,
o mesmo caminho.
Sair da noite lentamente,
será que traz esperanças ao mundo?
e ao acabar o seu reinado deixa um pouquinho de tudo.
no fundo da minha vida
as vidas estão sempre a passar,
habituei-me muito cedo a elas,
tão cedo como a tua presença
talvez por isso fique triste
tantas vezes por dia.
A vida…
Para uns foi boa
Deu-lhes tudo e muito mais
a outros destruiu tudo!
a fé , o amor e os seus ideais.
A mim, a vida ensinou-me a ir à luta
quando tenho vontade de agir
e a não esperar por ninguém.
E nunca são iguais estas vidas que vivemos.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

Sou apenas aquilo que sou


Sou alguém que nasceu e foi vivendo,
Depois, comecei a amar a curiosidade de sentir-te e tocar-te,
até que comecei a amar a aventura de poder amar-te.
Estou perdido numa curta estrada que é a vida,
sou alguém que gosta de amar e ser amado
caminho nessa estrada no trilho da vida,
só encontro vazio, medo, falta de amor, ódio,
guerra, sofrimento, dor.
Sou aquele que chora, quando o magoam no corpo e na alma,
mas vida, amo-te porque quando te vi não sabia nada de ti
e amava o querer-te descobrir.
Sou alguém que sofre, mas quer viver com alegria,
ainda não sabia que te queria,
já eras o ser da mais completa alegria.
Sou o que quero ser,
a minha vida, o meu crescimento, os meus prazeres,
a minha razão… tudo se deve a ti!
Tudo… sobretudo aqueles que me amam e que eu amo.
Sou triste, abalado, choro como uma criança,
sinto um grande vazio no peito,
uma dor que me atormenta e caminho nessa estrada.
Sou um ser imperfeito, mas com muita esperança.
sinto um grande vazio no peito, uma dor que me atormenta
e caminho nessa estrada, nervoso, assustado.
Sou aquele que procura a sorte, sou o que aparento
já não choro, estou parado, já não posso…
É por isso que te amo…
Irónica como sempre é a vida!
Porque acima da vida está o tempo, e o tempo
rouba-me tudo.
Depois de me criares, ficas-te uma parte de mim,
mas vida amo-te…
Sou apenas aquilo que sou…

C@rlos@lmeida
Foto:Michel Giliberti

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Letras


Letras…
deste-me a realidade ao sabor das palavras
que sinto debaixo do sol escaldante.

Letras…
com cores vivas,
de pintar, e ao mesmo tempo cruas.

Letras…
num mundo de tiranias
onde não há limites.

Letras…
malabarismos
com sabores e cheiros

Letras…
Vivem um desencanto, na noite
Onde palmilho as ruas infinitas.

Letras…
na longa história, que a seu tempo
serão contadas.

Letras…
apontamentos do imaginário
inundados pela luz do pôr-do-sol.

Letras…
os discursos,
a leitura dos poemas.

Letras…
hoje cheias de liberdade
para inalar todas as sensações.

Letras…
rebeldes, insatisfeitas
onde um dia vi teus seios nus.

Letras…
amores e paixões
atrás da eterna rebeldia.

Letras…
sonham o seu próprio sonho
em redor da areia e do mar.

Letras…
Retratam mulheres fortes e sensuais
Homens bons e homens maus.

Letras…
no redor deste luar
não cessam de brotar.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

Oiço o Coração


Oiço o coração
viro fantasma
instala-se um vazio
um aperto profundo no peito.
Quem nunca chorou lágrimas de amor?

Um vazio enorme
e tudo perde o sentido
nuvens negras e sombrias
desvanecem-se…
apresentam um sol brilhante
e sorridente.

Oiço o coração
a solidão pesa
viro fantasma.
Estar sozinho incomoda…
nada parece alegrar os meus dias.

São sonhos
que se afundam!
oiço o coração
viro fantasma…
o calor aperta
uma sombra que se move
automaticamente sem sentido.

Oiço o coração…
uma ponta de tristeza
no olhar…
viro fantasma!
o mundo está cheio de paixões
à espera de serem ateadas.
Quem nunca chorou lágrimas de amor,
é porque nunca amou.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

sábado, 5 de novembro de 2011

Devora-me

Devora-me

Leva-me em teu regaço
devora o dia
rasgando o sentido.

Na boca que te venera
Deposita um leve e sentido beijo.

Sente na minha boca
o desejo sem fim
que há em ti

Por mim

Devora-me os sentidos
mostra-me o teu querer
mistura-o ao meu.

Por ti

Fala-me dos teus sonhos
e desejos
ouve os meus

Apenas meus
apenas tu…
nua…
apenas eu…
nu…

por mim
por ti

murmura-me!
Devora-me…

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Por entre o sonho e a mágoa

Photobucket
Por entre o sonho e a mágoa
espreito pela janela...
pergunto ao céu
Sentes-te só?
Ele respondeu:
Se te murmurar noite dentro
em que cada minuto
é um momento único.
Por entre o sonho e a mágoa
a loucura invade-me estranhamente
sempre que eu tento respirar
sento-me à beira-mar
desfruto-o, sorrio-lhe,
eu próprio procuro
por entre o sonho e a mágoa
a imensidão desse momento,
que nasce da terra
que banha o mar
que se estende no céu
sol, lua, oceanos, montanha
que determina o dia e a noite.
O sol bate-me no rosto
vai sussurrando…
será um sinal de ti?
Por entre o sonho e a mágoa
olho em teus olhos
vejo-me reflectido em ti
numa madrugada esquecida.
O vento faz-me arrepiar…
vem ficar comigo
debaixo do céu
perto do mar!
Por entre o sonho e a mágoa
tento sempre acreditar
trocar sorrisos
numa noite sem luar
só uma vez…
nunca deixei de sonhar
não me sinto só.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Às vezes...


Às vezes… no silêncio da noite, a magia silenciosa de um olhar,
cala mil palavras a proferir.
Às vezes… mais do que palavras
dissipo-me no eco do silêncio em mim.
Às vezes… a profundidade de um olhar
pode ser tudo e nada.
Às vezes… olho simplesmente o vazio
o oceano fundo de emoções.
Às vezes… escuto o vento que leva a ti
o meu lamento.
Às vezes… o grito perde-se na garganta
e cria um imaginário dentro da minha própria realidade.
Às vezes… vivo apenas um dia após o outro,
apenas por viver.
Às vezes… este cansaço imenso preenche o vazio,
mas há dias que vem tomar conta de mim.
Às vezes… recordo pensamentos de outrora
tormentos de cruel solidão.
Ás vezes… a tristeza e a desilusão pago-as com lágrimas
a felicidade e o carinho pago-os com sorrisos.
Às vezes… chorar lava-me a alma e faz crescer
a semente da evolução pessoal.
Às vezes… afinal partilho o amanhecer
que desabrocha lá fora.
Às vezes…
amo
amo a vida
amo quem me rodeia
mas… apenas sobra o vazio…
estranho…
apenas o vazio se apodera do meu peito.
E vivo…
Às vezes… sinto-me dormente…
sei qual é a minha condição ao partir,
não sei qual será ao voltar.
Às vezes… prossigo um objectivo,
um horizonte… penso que estou ausente, distante.
Às vezes…Olho o sol e a lua…
sinto o vento no rosto.
Às vezes…sinto os meus lábios sobre os teus
unidos num beijo.
Às vezes… quando escrevo ao sentimento
é com amor no coração.
Às vezes… como forma de me encontrar, torno a escrita mais leve
dou-lhe asas para voar.
Às vezes…

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Abraço a lua


Abraço a lua
pinto-a de cores que invento
numa noite
segurando-a nas mãos
abertas e vazias.

Abraço a lua
da cor do coração
e o silêncio do vermelho carmim
dentro de mim
liberta-me.

Abraço a lua
que desperta na minha mente
cada som
calmo e frio
olhando o mar.

Abraço a lua
e o vazio
que me lê a alma
da tua voz
e me esconde as lágrimas.

Abraço a lua
as palavras que leio
o sorriso que ofereço
quando te admiro nos sonhos
no mundo que tens em ti.

Abraço a lua
louco
enquanto em sonhos me beijas
na nuca, no peito… quente e doce
em secretos desejos.

Abraço a lua
na madrugada,
onde as cores se misturam
levo em sonho, cada gota caindo
das nossas bocas doces.

Abraço a lua
minuto a minuto
cerro os olhos
onde os beijos e desejos contam sonhos
e só os corpos falam.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

Olha para dentro de mim


Olha para dentro de mim
sem angústia e sem pressa
terei sido o teu amor?
o mundo por onde navegas?

Olha para dentro de mim
e se as palavras me fugirem
imagina o poder que os teus olhos
têm sobre mim.

Olha para dentro de mim
contigo percorro mil e um mundos
contigo olho o mar
contigo o mundo gira e as ondas beijam a areia.

Olha para dentro de mim
desnuda-me sem pudor
nesta noite silenciosa
em que a lua não mente.

Olha para dentro de mim
quando no teu silêncio
tens a minha ausência
nos teus lábios.

Olha para dentro de mim
cada lágrima criada
consome-me nas veias
abrasando os sentidos.

Olha para dentro de mim
é magia o teu sorriso
e no instante em que me olhas
deixas-me tocar a alma.

Olha para dentro de mim
como se fosses apenas minha
vou mostrar-te o silêncio
quero sentir-te em mim.

Olha para dentro de mim
tocando-me levemente o corpo
envolvendo-me no abraço apertado
no abraço prometido.

C@rlos@lmeida
(foto da Net)

domingo, 16 de outubro de 2011

Eu bem Sei...


Eu bem sei que o tempo não vai voltar
sem o coração sorrir
talvez só por estarmos sós
como uma noite sem luar
e tu vinhas e falavas
num autêntico alvoroço
o cansaço…

Eu bem sei que o tempo não vai voltar
cheio de segredos,
nostalgia,
amores contrariados,
e grandes paixões.

Sem o coração sorrir
mesmo que deixe transparecer
um espírito errante
egoísta e fútil
carrega o peso de uma vida.

Talvez só por estarmos sós
o que me alimente destrói-me
as cores do céu são inacreditáveis,
para onde quer que olhe, as minhas retinas
enchem-se de beleza.

Como uma noite sem luar
longe dos olhares
e ouvidos alheios
rir, chorar desperta paixões e ódios
é qualquer coisa de mágico, mexe comigo.

E tu vinhas e falavas…
desaparece! desaparece!
incapaz de renunciar á vida.
Gritar! É a solução para vencer o medo
do primeiro ao último raio de sol.

Num autêntico alvoroço
sinto o peso dessa solidão
porque tem a ver com as minhas memórias,
mas com um grande coração,
corrigir os erros do passado.

O Cansaço…
uma sensação interior
um fantasma sem cabeça
não porque seja algo muito profundo
eu bem sei que o tempo não vai voltar.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Suave como a lua


Suave…
Palavras loucas
que se lêem nos olhos
serenamente.
Suave…
o sentir, o sentido
o despertar dos sorrisos
que nasce do desejo.
Amarras secretas
são palavras que o vento leva
na pele que veste o corpo.
Suave…
o que a alma sente
porque não pode ser amor,
mas a sua magia
penetra na lua.
Suave…
que mais posso fazer?
não levas apenas o meu cheiro
nem os meus beijos em tua face
e num sopro vais!
Suave…
és brisa intensa
lua branca que brilha.
Tenho nos olhos guardados,
o tremor do teu desejo.
Suave…
palavras de todos os dias
fico calado,
na sombra do que sou,
que se mistura com o passado.
Suave…
a música da noite,
apenas por instantes
sou a voz da música que escutas.
Mudemos as palavras
troquemos os sentidos.
Suave…
A vida é poema
a verdade é sempre melhor que a mentira
mesmo que doa.
É de vento que me alimento
porque há silêncios que dizem mais que palavras.
Suave…
É a tua amizade,
assim como a lua,
assim como a canção
que me confidencia
Segredos.

Mikii
(Foto da Net)

domingo, 9 de outubro de 2011

A vida vai correndo


A vida vai correndo…
recordo todos os momentos
as palavras prendem-se na minha garganta
as mãos tremem
o nervosismo está no auge,
com o efeito bombástico das suas palavras.

As palavras, que não procuro
nesta noite tão especial,
com os olhos em baixo,
penso sempre com o coração
por entre recordações,
a vida vai correndo…

Houve um tempo em que julguei…
a vida vai correndo…
rezei com todo o fervor
defumei a casa com incenso
olhei sempre para a frente
voltei à realidade.

Banhei-me nas águas da cascata
a vida vai correndo…
esconde os sentimentos
a cumplicidade que nos une
das coisas que guardo,
as palavras perdem-se na minha garganta

A vida vai correndo…
embora temporariamente
só eu acredite em mim mesmo
senti um grande vazio,
um pesadelo
detalhes que não podem ser esquecidos.

Um último suspiro
solto risos e gargalhadas
a vida vai correndo…
as palavras perdem-se na minha garganta
Pouco a pouco a máscara da bondade,
No momento errado.

A vida vai correndo…
quantas dúvidas deixei no momento
sentimentos ruins
onde por vezes nem me lembro
as palavras que não procuro
a observação do que me rodeia.

Uma certa candura no olhar
a vida vai correndo…
uma química que não se explica
o meu sorriso na boca do vento
os momentos em que esmoreci
momentos que desisti de tudo.

A vida vai correndo…

Mikii
(Foto da Net)

sábado, 1 de outubro de 2011

E depois do silêncio?


E depois do silêncio?
Dei um longo suspiro
Anjo? Demónio?
Uma luta que não tem razões
do tempo que me angustia
como se fosse sopro da vida.
E depois do silêncio?
Melodias sonhadoras
que instauram um espaço de deleite
na imensidão da desordem.
Almas sensíveis…
E depois do silêncio?
O que me inspira são esses momentos
em que me sinto insignificante
na vastidão do universo.
Anjo? Demónio?
Como se tudo estivesse ligado entre si
pelo sentido!
abrem-se horizontes
sem profundidade…
para a luz transparente da alvorada.
nada aqui é passado.
E depois do silêncio?
Uma luz fria e dourada,
um olhar directo e firme,
que me penetra até à alma.
Os sentidos ocultos que existem
Vida e morte, religião e amor…
Anjo? Demónio?
Algo no mais vacilante de mim,
lá onde eu tenho medo
cresce sem limites.
Como se tudo estivesse ligado entre si
Pelo sentido do real
pelo sentido do possível.
E depois do silêncio?
Ir suavemente à deriva,
Ou suscitar sorrisos
Na esperança oculta
No laço de confiança.
Anjo? Demónio?
O imaginário de todos
um sentido semelhante do que é belo!
E depois do silêncio?
Momentos inatingíveis
especialmente quando partilhados
com alguém.
Uma suspensão no tempo,
o olhar desesperado
por vezes tímido…
almas sensíveis
Anjo? Demónio?
Depois do silêncio.

Mikii
(Foto da Net)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Narra-se a vida



Narra-se a vida
tudo está calmo e tranquilo
um momento pleno
feliz de verdade
transpirando felicidade.

Narra-se a vida
a linguagem crua
a frialdade das paisagens
o peso do passado
aplicado ás fraquezas.

Narra-se a vida
sem barreiras
ou sorrindo
ou assustado
das esperanças no futuro.

Narra-se a vida
o equilíbrio frágil
a fina linha de separação
entre o talento
da adaptabilidade.

Narra-se a vida
dos perigos da aceitação
do diário assombrado
que suscita
o mesmo olhar.

Narra-se a vida
momentos especiais
num mundo no caos
das chegadas e das partidas
da viagem que acaba.

Narra-se a vida
Fugindo aos detalhes
Já sem memória
que nos faz pensar
o fim da glória.

Mikii
(Foto da Net)