terça-feira, 15 de maio de 2012

Uma Concha Vazia

Quero fechar os olhos
e apenas sentir
olhar e não ver
por mais que o céu prometa
lembranças do que eu queria pensar.

Já de madrugada...
quero apenas sentir
mais de mil palavras
levadas pelos ventos
encantadas pelo luar.

Não adianta fugir
olhar e não ver
uma concha vazia
serena profunda
e sem idade.

Por mais que o céu prometa
longe de ti...
quem sou eu?
uma concha vazia
de quem o mar se esqueceu.

Quero fechar os olhos
e o resto da vida ficar calado
sem luar!
Assim é a minha vida sem luz
triste como a noite.

Uma concha vazia
serena profunda
triste como a noite
longe de ti
de quem o mar se esqueceu.

Autor: C@rlos@lmeida
(Foto da net)

domingo, 29 de abril de 2012

O Tempo escorre-me das mãos

O tempo escorre-me das mãos
como num passe de mágica.
o tempo faz com que o anoitecer
seja mais lento,
apenas num infinito labirinto.

O tempo escorre-me das mãos
como um tesouro submerso
acelerando o bater do coração,
atormenta a alma...
diminui-a! apenas pedaço a pedaço.

O tempo escorre-me das mãos
contrasta com o lado sonhador
como que a selar esse desejo,
ao anoitecer...
Apenas esboçando um sorriso.

O tempo escorre-me das mãos
a minha alma está aqui!...
Preciso de viver do afecto
e do amor intemporal,
apenas sempre a sorrir.

O tempo escorre-me das mãos
tão transparente como a própria água
sorrio-lhe... ele desvia o olhar
profundo e secreto,
apenas o alucinante do vazio.

O tempo escorre-me das mãos
quero fechar os olhos e apenas sentir
o melhor que há no meu ser,
com o desejo de me permitir ser conhecido...
Apenas entendido e até julgado.

O tempo escorre-me das mãos
Vem meu amor...
antes que a noite escura desapareça
de tanto me dar!...
apenas até ao limite.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Nunca consegui tocar os meus limites


Nunca consegui tocar os meus limites
vencer todas as barreiras
acalmar nos momentos mais ansiosos.
Estas noites agitadas
algo frustrantes!
Uma sensação estranha
um desafio emocional…
dou comigo a olhar para longe,
durante horas …
esqueço-me de tudo.

Nunca consegui tocar os meus limites
despertar gargalhadas,
magia…
a minha luz,
a minha razão de viver
acrescentar algo a mim próprio.
Nunca iria olhar para mim
de forma diferente
numa noite de nevoeiro.
Não se deve andar à procura de amor,
mas esperar que ele aconteça.

Nunca consegui tocar os meus limites,
Já me senti muitas vezes só,
os nervos à flor da pele
não é algo que me assuste.
Saio fortalecido dos meus momentos de solidão
de olhos bem abertos
para não perder nada
de bem comigo e com a vida.

Nunca consegui tocar os meus limites
o meu tempo faz todo o sentido
é difícil ter coração!
nunca digo nunca!...
conquisto todas as emoções
com outro espírito
com tanta mágoa…

Nunca consegui tocar os meus limites,
é perfeita a aura
as lágrimas secam
as memórias e os afectos
ficam para sempre
demasiado fortes
como as palavras que o vento leva.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

terça-feira, 27 de março de 2012

Emoções

Uma palavra vulgar
Sem conteúdo
O amor a correr
Na correria do tempo

Uma palavra vulgar
Sensações sólidas
Um fino sentido
Para não sufocar!

Uma palavra vulgar
Emoção
Elegância e charme
Olhar perdido

Uma palavra vulgar
Uma emoção forte
O desalento
Apaixonante.

Uma palavra vulgar
Harmoniosa
Emoção… o beijo
Fruto da carga emocional.

Uma palavra vulgar
Mais suave
Murmúrios…
Que podem cortar na garganta.

Uma palavra vulgar
Emoções… risos nervosos,
Silenciosos…
Fonte de inspiração.

Uma palavra vulgar
Amor? Paixão?
Desejo?
Nada disso… Emoções!...

Uma palavra vulgar
A sorrir… emoções!
Não vive por impulsos
Nem paixão.


C@rlos@lmeida
(Foto da net)

domingo, 25 de março de 2012

Desespero


O desespero é um chão de sentimentos pisados
a palavra destruição, a palavra miséria.
O desespero é um céu de sentimentos parados
a palavra solidão e a palavra revolta.

O desespero é um mar de revolta que respira
pela palavra destruição, pela palavra sofrimento.
O desespero é um sentimento de revolta
pela palavra destruição pela palavra ira.

O desespero tem sentimentos de mente aberta
como mágoas perdidas.
O desespero tem ruas de miséria discretas
como jardins escondidos de revolta.

A palavra solidão é uma rosa branca,
a palavra desespero é uma rosa negra
Não há céu de palavras que a revolta não cubra
não há sentimentos que as palavras não sintam.

À procura da claridade de uma luz que teima em chegar.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

domingo, 18 de março de 2012

Ser pai


Ser pai não é coisa que se explique
é um sentimento que se sente.
Ser pai é ser para sempre
um porto de abrigo
a morada,
o caminho mais seguro.
Ser pai é ser um amigo
partilhar a vida
os sentimentos
e as experiências…
Ser pai é um pouco
aquela sensação de missão cumprida.
Ser pai é ser companheiro
moderno,
cúmplice.
Ser pai é dar uma adolescência feliz
de resmunguices
ilusões
sonhos
desilusões.
Ser pai é um misto de felicidade e preocupação
Ser pai é tirar partido do lado bom das coisas
protege-los das atrocidades do mundo.
Ser pai, é educar com princípios
com lealdade
partilhar,
e ser verdadeiro.
Ser pai é estar sempre lá
a amparar as lágrimas.
Transmitir toda a força
e vontade de viver.
Ser pai é colher e semear amor,
ser tolerante e responsável.
Ser pai é um desafio enorme,
que tem sobretudo a ver com valores.
Ser pai é ver num olhar
amor, brilho, felicidade e calma
de um viver lindo.
Ser pai é dar o gosto
da sensação gostosa
de amar sempre.
Ser pai é a saudade eterna
de ser pequenino
e estar ao teu colo
e chamar-te PAI.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

Filhos… Ser pai, não é fácil


Preciso de me sentir seguro do vosso amor.
Não pensem que o mundo acaba amanhã!
Ser pai não é fácil…
Tenho por isso que saber cativar-vos na confiança,
sem perder o respeito.
Saber ouvir-vos, para vos poder corrigir,
aprender a confiar sem ser cego.
Ser pai é ouvir um pouco de todos os dias.
Filhos… só com boas palavras,
bons exemplos poderemos manter
unidos os afectos…
Estar convosco de manhã
na dura batalha entre o levantar,
deixar-vos à pressa à porta da escola
que preencherá todo o vosso dia,
para depois vos levar para casa,
para a corrida do banho-jantar-cama.
É durante esse curto espaço
que me resta, para chegar até vós,
mesmo que o stress de um dia de trabalho
me tenha esgotado.
Ser pai é nunca desistir,
Ser paciente e nunca me sentir frustrado.
Ser pai é amar e expressar esse amor,
e procurar todos os “lados” do amor de um filho.
Ser pai não é saber;
quem vence quem ou quem manda em quem.
Os filhos não são, nem nunca serão,
nossa propriedade.
E vocês filhos…
Não tenham receios de ser firmes comigo.
Sinto-me seguro e salvo
quando vós sois firmes.
Não me estraguem com mimos.
Eu sei que não posso ter tudo o que espero de vós,
Mas gosto de vos experimentar!...
Não me façam sentir pequenino,
isso faz-me actuar como se fosse grande
e então pareço um idiota.
Filhos… não se sintam tão importantes
que não possam pedir desculpa pelos vossos erros…
Eu quero-vos muito
Sempre que vocês reconhecerem as vossas faltas.
Preciso de me sentir seguro do vosso amor,
ser pai não é fácil…

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Tenho medo


Tenho medo
Medo de não sei o quê
Da realidade
Do sonho que vive dentro de mim.

Tenho medo
Mesmo em dias cinzentos,
Desprovidos de alegria ou alento
A realidade está presente.

Tenho medo
A multidão passa por mim,
Param, olham…
Comentam que estou velho…

Tenho medo
Sento-me…
Olho para ela atenciosamente…emudeci…
O que é a guerra?

Tenho medo
Queria voltar a ser criança
Para poder fazer tudo aquilo
Que não me deixaram fazer!

Tenho medo
Agora que sou homem
Gostava de ser criança para poder ver
O mundo através dos seus olhos.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

domingo, 11 de março de 2012

Corpo de donzela


Corpo de donzela
A noite vem sedutora e singela
Sonho, sonho e beijo a lua
E num sopro de emoção
O que hoje choro de saudade
O que ficou por dizer

Corpo de donzela
Não busques palavras
No labirinto da tua alma.
Um brilho interrogado no olhar
Já navega por outros lugares.
Há amores que duram segundos…

Corpo de donzela
Quem me dera poder novamente
Viajar no teu corpo
Sonhar acordado
Registar nas tuas palavras
Os milhões de pensamentos.

Corpo de donzela
O teu olhar de fogo
De mansinho faz-me sentir…
Se tudo está num simples querer!
Longe vai o meu pensamento
À noite da minha janela.

Corpo de donzela
Olhando o céu eu vi,
Como um mar de chamas
Que me consome quando desespero
Marcas que não saram
Peças de um coração partido.

Corpo de donzela
De repente vejo-me aqui,
Abandonado pelo sol
Pela brisa,
Pela vida
E o dia vai caindo, anoitecendo.

Corpo de donzela
Confia em ti
Nada é mais importante
Que viver instante a instante,
Sentir o cheiro das flores
E viver todos os amores.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulher!


Mulher!
Se todos pudessem sentir,
e amar com profunda intensidade
teus amores e teus pecados.

Mulher!
sinto-te aqui,com raiva,
lágrimas e calma
nesta vida dura.

Mulher!
triste,desesperada
nesta vida que ninguém quer...

Mulher!
mas o meu orgulho perdura,
no orgulho de seres mulher.

Mulher!
Esse sonho de amor imcompreendido
vítima,continuas a ser.

Mulher!
Cais num abandono de esquecida,
horas profundas, lentas e caladas.

Mulher!
com tua magia,
que mais não é que teu amor...

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

Mulher!
Hoje é um dia todo especial...
Esta é a minha pequena homenagem
a todas as mulheres.
Desejo mais um grito de felicidade,
e que todas as mulheres do mundo
conquistem os seus objectivos,
não só hoje, mas todos os dias do ano
com as minhas palavras mágicas.

Mulher...Mãe


És mulher
ingénua, sedutora
abençoada...
És brisa fresca que acaricia
o livro das minhas memórias.
Mulher...
Dada na amizade,
fiel no amor.
Procuras esquecer o que tanto te doi
com um exercício de tortura.
Muitas vezes és alegre
outras vezes triste.
Mulher...
Jogas todos os teus sonhos
num vale de profundos silêncios.
Preciso tanto do teu sorriso doce
preciso do teu abraço abençoado
preciso da tua voz terna.
Mulher... Mãe...
Não te tenho aqui,para te abraçar.
Minha deusa
de olhar sedutor.
És o abraço
o beijo
o toque
o prazer
o meu amor...
Mulher... Mãe...
tornada minha confidente
obrigado por seres maravilhosa.

C@rlos@lmeida

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quero estar só


Quero estar só!
Só através da felicidade
posso olhar para dentro de mim.
Só nas lembranças consigo confrontar-me
com o medo vivido,
as dúvidas sentidas
e as angústias passadas…
Mas… também com as memórias
e as minhas convicções mais profundas.

Quero estar só
tenho medo da saudade
e por isso , tento lembra-la.

Quero estar só
tenho medo da solidão
e por isso tento evitá-la.

Quero estar só...
Para preencher todos os vazios.
Ora, tudo isto remete
para a felicidade
a felicidade fechada e amarga
de algum modo procurada,
uma felicidade de estar só
para poder estar comigo próprio.

Quero estar só
libertar-me do olhar dos outros.
Seja porque o tempo voa
e em alguns dias
se diluem em stress.

Quero estar só!
quero estar só para pensar
quero estar só para ouvir-me a mim próprio
quero estar só para parar.

Quero estar só...
É possível encontrar caminhos
na felicidade forçada,
como em tudo na vida.

Quero estar só!
quero estar só no silêncio
nos momentos em que estou só
nos momentos de maior clareza.

Quero estar só
quero estar só para tentar criar
momentos de felicidade,
tranquilidade interior.

Quero estar só!...
Quero estar só e ouvir
aquilo que sem querer
quase nunca consigo ouvir.


C@rlos@lmeida
Foto: Michel Giliberti

Porque és filho...


Chegas com um sorriso
E duas rosas na mão
Amas com o coração
Cada dia,
Cada hora,
Cada momento,
Cheiros e memórias também.

Porque és filho!
Vives o presente
Um dia atrás do outro…
O que dizes,
O que calas
E tudo o que fazes.

Porque és filho
Essa vida é para viver
E nem sempre para entender
Amas com o coração
Observas o céu
E as nuvens trespassadas
Pelo luar…
Aquela luz que cobre
Como o cobertor
Que te cobriu,
De um manto doce,
Quase secreto.

Porque és filho
Amas com o coração
A claridade que envolve o horizonte
Desenhos, sombras mágicas
E dás uma ilusão
De paz infinita…
Amas com o coração
em silêncio
mesmo que sopre o vento
nas noites em que a lua
se deixe ver.

Porque és filho
Amas teus pais,
Muito juntos, muito próximos
Sempre muito presentes,
Como se não existissem ausentes
Amas com o coração
Sei agora que estaremos sempre juntos
Mas também sei
Que vamos estar muito tempo separados
Numa outra vida
Numa outra dimensão,
Onde cabem todos os anos vividos
E cada um dos nossos sorrisos,
Para sempre.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

Desencontros


Por onde andas tu?
Porque fujo eu?
Olho para ti
Sinto os teus sentimentos
Sinto a tua alma a falar à minha.

Por onde andas tu?
Não penses que vais sofrer
Toda a vida
Pois nada melhor que um novo amor
Para esquecer quem faz de ti sofrida.

Porque fujo eu?
Porque andas sem eu te encontrar?
Acabei de rasgar as folhas das ilusões
Queimei as frases feitas
De imagens vitoriosas.

Por onde andas tu?
Não apagues a chama do teu olhar
Que o coração pega-nos partidas
E quando menos esperamos há sempre alguém
Que nos dá a mão… que nos sorri.

Porque fujo eu?
Limito-me apenas
A um sinal feroz de mim
E espero que o sentimento me liberte
Ou até eu libertar o que sinto…!

Por onde andas tu?
Não te percas em palavras ocas
Eu não passo de um sonho
Entre almas perdidas
Castigadas de se encontrarem.

Porque fujo eu?
Trespasso o meu medo e sinto-me vivo.
O meu pensamento parou
O sentimento fortificado
Vai invadir todo o meu ser
Sem qualquer retorno.

Por onde andas tu?
Não te iludas com algo que não é real!
O sentimento move a alma,
Dá-lhe a vida, faz girar o coração
Enquanto a alma o demove.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

Quem és tu?


Quem és tu?
que invades desta forma
os meus desejos?

Quem és tu?
e quantos como eu te desejaram
pelas ondas desse olhar
tão navegado.
Não me encontro,
não me vejo
O teu beijo fica comigo
e faz-me teu refém!

Quem és tu?
não és sequer
razão do meu viver.
E fico aqui… Olhando o vazio…!
ardendo por dentro
de mágoa e rancor.
E o meu passado
é todo esquecimento.

Quem és tu?
vou esquecer,
vou esconder o sorriso
que me denuncia…
Por infinitos pensamentos,
o gelo que cobre
a minha solidão…
Quem és tu?

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

Esta Lua...

Esta lua é minha conselheira
suporta os meus sentidos.
A cada passo que dou
para a frente,
sinto o meu corpo a ir para trás.
A cada hora sem sentido
parece que te quero
cada vez mais.
Imagina o que podemos fazer
num minuto…
Esta lua é minha conselheira
eu trago em mim
apenas um sorriso,
os braços abertos
para te receber.
Imagina que possamos entender
que se fragmentarmos o tempo
podemos a cada nascer,
regressar e beber o amor,
o encanto mais sublime,
mas acabo sempre triste e sozinho
a procurar uma maneira
de entender…
Se tudo tem de ser assim,
então deixa ser…
A lua, minha conselheira.
E então… quando ela crescer
basta um único olhar
para que a felicidade
saiba exactamente tudo
o que eu quero.
Esta lua é minha conselheira,
eu preciso descobrir
a emoção de estar contigo…
A partida dói, enlouquece
num suspiro contido
num gemido guardado
num abraço apertado.
Esta lua é minha conselheira
imagina o que podemos fazer
num minuto…

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Dia dos namorados


Dois corações
Inesgotáveis
Amam entre as sombras da noite

De encontro ao amor
Onde coloco a minha vida
Sonhamos acontecer

Nua como a lua na escura noite fria
Alguém será o meu bem querer
Matando o desejo
Os meus lábios leves como afagos
Rolam nos lençõis de cetim.
A loucura dá lugar à liberdade
Deixar a voz falar
O silêncio quebrado
Se o toque dos lábios for intenso e infinito.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

S. Valentim


Neste dia dos namorados
eu quero festejar
flores e bombons oferecer
aquela que me quiser amar.

Se não te der flores e bombons
no dia dos namorados
dou-te um beijo e um abraço
para não ficarmos zangados.

Dá-me um beijo e um abraço
neste dia especial
no dia dos namorados
rapariga como tu não há igual.

No dia de S. Valentim
rapariga porta-te bem
dou-te flores, beijinhos e bombons
e não digas nada a ninguém.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Poemas...


À volta das letras gritavam os poetas
em redor dos poemas,
movimenta-se o pensamento.
As palavras à volta da vida
determinam as histórias,
com que medimos os escritos
da nossa história.
Da história de cada um...

À volta das letras gritavam os poetas...
é como se eles todos
se dirigissem para esses poemas
que geram a vida,
que animam essas luzes imensas
que são as letras,
que ao seu redor se movimentam.
e suspiram:
- Poemas... poemas... poemas...

À volta das letras gritavam os poetas,
nesse movimento, percebemos a existência
de uma força que os poemas emanam
e que atraem todos os poetas a seu redor,
como núcleo central de todos os poemas
que contam a nossa vida...
À volta das letras gritavam os poetas:
- Poemassssssssssssssss...

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

A felicidade


A felicidade só transmite luz
a sua ausência solidão
o espírito alegre, reluz
trite é que já não.

A felicidade é vida, traz calor
é alimento para o ser vivo
o espírito quente, cria amor
se não: fica comprometido.

A felicidade alimenta a alma
e a alegria é só tida
quando à escuridão, sucede a calma.

A felicidade é quente, traz satisfação
que o espírito precisa. Então...
que é a felicidade se não um estado de alma?

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sofrimento de mim

Sofrimento de ti dentro de mim…
Palavras que ainda não escrevi
superando tudo o que fui.
Ainda cultivo dentro de mim,
o teu olhar como deusa,
nos sentimentos que ainda vivo.

Sofrimento de ti dentro de mim…
E tu longe…
superando tudo o que senti
cada hora mais longe,
nos teus braços como flor
mesmo dentro de mim.

Sofrimento de ti dentro de mim…
Escrevo-te , inventando paixão
superando tudo o que dei
obrigando o corpo em danças
sem música…
no teu sorriso como brilho.

Sofrimento de ti, dentro de mim…
Cada dia mais longe,
na tua voz como música.
Mesmo estando aqui,
superando tudo o que ouvi
mesmo dentro de mim.

Sofrimento de ti, dentro de mim,
Sinto o arder na ponta dos dedos,
inventando palavras.
Tantas vezes me questiono
e tu longe…
mesmo estando a meu lado!
sofrimento de ti, dentro de mim…

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Uma lágrima incómoda


Fechei os olhos,
Inspirando a brisa salgada
que me perfurava a alma
sentado à beira –mar
como quem guarda a praia.
Descalço de coração apertado!
Tentei quebrar o silêncio
limpando uma lágrima incómoda.
Mas o tempo passou, como…
uma canção bem triste,
junto ao mar.
Perdi o domínio…
comecei a escrever com a alma
na ponta dos dedos.
De certa forma,
as coisas moldam-se a nós,
vivo intensamente
vou a caminho…
É aqui que eu guardo
algumas coisas que encontro
que são só minhas…
Pronuncio palavras com os lábios
mansamente para a areia
que o futuro
se encarregará de não confirmar.
A vida é viver intensamente,
não se pode pensar,
hesitar,
voltar atrás.
Limpando uma lágrima incómoda,
preencho o vazio
faço promessas
pronuncio palavras
volto a acreditar na vida…
ela não dá tréguas!...

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

No meio da neblina


Trazia o sol no sorriso
um sorriso alegre e cristalino…
Seria apenas o sol?
no meio de uma neblina
ou também o silêncio
os sentimentos e as emoções?
A vida que me enlouquece
nesta busca incessante de incertezas
que rasga o esquecimento.
Todos os sorrisos
todos os prazeres…
Fico absolutamente vazio
e prefiro retirar-me
para o meu interior,
para a minha solidão,
para o meu silêncio.
Muitas vezes sinto-me só
no meio de uma neblina
e quando isso acontece,
é mais uma forma de escrever
é mais um impulso criativo
e é assim que resolvo a solidão.
Fico a tactear na escuridão
continuo a procurar o meu caminho
o meu espaço…
Por vezes não sofro… amo-me a mim.
E por vezes basta uma simples “gota de água”
para me transmitir
algo profundo
no meio de uma neblina.
Olho para o espelho e digo “vou mudar”
Desabafo… num tom calmo!
Fecho os olhos e deixo-me ir,
Fartei-me de gastar palavras…
Aos poucos abri os olhos
E da claridade
Nasceu a realidade
No meio de uma neblina.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Gosto de te ver assim

Gosto de te ver assim
só tenho para te dar,
o que sou, o que sinto.
E restam as palavras
o meu silêncio em tua alma
o aroma,
que a chuva provoca
e inunda o meu olhar.
Palavras não ditas
pensadas
sentidas…
Gosto de te ver assim
e nesse delírio chego a sentir
o mais profundo sentir.
Apago os silêncios
da loucura,
apenas com o objectivo
de em ti me encontrar,
mesmo que o silêncio
faça parte de ti.
O olhar que me prende
a alma que me sente
nos sons que invento,
vem assim… bem devagar…
Gosto de te ver assim…

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

Choros e lamentos


Adeus choros e lamentos
ódios que esqueci
amores que já não sei…
mesmo quando, lhe ofereci
o colo e palavras doces,
vazios entregues ao destino.
Cá dentro, só buracos e erros
um longo sofrimento
o sentido que me permite ser
aquilo que eternamente desejo ser.
Acredito piamente que um dia,
não muito longe
não muito perto,
num tempo que há-de vir,
no espaço prometido
isso terá lugar,
acontecerá…
Debaixo de um céu carregado de nuvens
conquistar uma forma de liberdade
correndo o risco da solidão,
virar as costas ao passado
às agruras da vida
aos fantasmas antigos.
Chegam em silêncio
e velam para que não durma…
nunca mais durma!
Adeus choros e lamentos,
Vou partir…
Partir para mim próprio…
Abram-se os horizontes
para poder sentir o sol
o vento frio e seco…
Ah, e debaixo da chuva
suscitar emoções,
sentimentos, reflexões,
fantasias, choros e lamentos
que separam a noite
da manhã rosada.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Sedução



Não te vejo, não te ouço
Dois destinos sob o teu olhar
Que encanto dá o teu rosto
Tenho muito para te mostrar.

A meiguice desse olhar.
Sinto algo a despertar em mim
Tens ternura de sol-posto
Não dá para esconder assim.

Sei que tenho de agradar
Esse lindo olhar de menina
Tens poder de sedução
Mas eu vou cumprir a sina.

Serás sempre o meu anjo
Faço tudo o que quiseres
Tu… minha jóia encantada
Podes dizer o que queres.

Tens carícias de luar!...
Nunca deixas de encantar
Não vou parar, vou crescer
De ti posso- me orgulhar.

Fazes parte dos meus planos
És fonte de inspiração
Vamos juntos, tu e eu
Amar sem compaixão.

Ganho asas para voar
Mereces muito ser feliz
Teu caminho é o meu
É o meu anjo quem mo diz!

És meu sol ao amanhecer
Nunca deixes de sonhar
Faz o que quiseres de mim
Dou-te um beijo, ao acabar.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

A noite em que nunca te vi...


Procuro-te
para além do meu próprio ser
e de tanto procurar,
já não sei qual de nós está ausente.
Imagino-te sentada no degrau
que te leva até ao mar,
paro escuto e acaricio
o teu corpo,
confundindo os teus olhos
com o luar,
na embriaguez do instinto.
Imagino o teu corpo,
despido como uma sereia,
e num misto de prazer
calo os gritos calados
que saem dos teus lábios
sem se ouvir.
O beijo é urgente!
anseio um abraço
um abraço lento
lento e ternurento
mas sempre intenso
como um lenço colado ao corpo
por um vento que ninguém sente…
só eu…
como aquele que senti
na noite em que nunca te vi!...

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Coração em ruina


Não sei se vou chorar
Não sei se vou gritar
Não sei como te amar
Mas de repente a razão acorda-me
Olho para ti e sinto que tudo pode mudar.
Tocámo-nos
Despimo-nos
Não pensei
Tu… também não.

Não sei se vou chorar
Não sei se vou gritar
Não sei como te amar
Acendi a lareira
Afaguei o caminho que caminhas
Para procurar o abraço quente,
E à chegada da estrela da manhã
Teu corpo serpentear...
Para arder na fogueira da paixão.

Não sei se vou chorar
Não sei se vou gritar
Não sei como te amar…
Conheço bem cada pensamento teu
Que como um louco repito
Sinto-te perto ainda que longe!
Como a minha sombra
A tua vida não posso agarrar.
Já não consigo acreditar…

Não sei se vou chorar
Não sei se vou gritar
Não sei como te amar
Olho o horizonte, deixei de te ver.
Se tudo tem um começo
Vou continuar a perguntar porquê?
Antes que a roda da vida
Desperte em nós o ardor
E nos junte mais uma vez.

Não sei se vou chorar
Não sei se vou gritar
Não sei como te amar
Sabe bem ter-te por perto
Sem medo do brilho que dure
Que dirás se o tempo nos der o tempo
Sobre uma estrela perdida
E olhando sem olhar
Mil e um segredos.

Não sei se vou chorar
Não sei se vou gritar
Não sei como te amar
Coração em ruina
Na penumbra do quarto,
Desvendas fantasias
A dança das chamas
Mais dias, mais noites
Sei que a ti vou-me entregar.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

Que vale esta vida



Que vale esta vida
Se de tanto cuidar
Não tiver tempo
Para parar a olhar?

Sem tempo para ficar
À sombra dos ramais
Parado a olhar
A vida dos demais.

Sem tempo para ver
Quando pelo campo passar
Em que ramos os melros
No seu ninho vão guardar.

Sem tempo para ver
O sol a brilhar
Rios cheios de estrelas
Qual céu á noite a cintilar

Sem tempo
Para o resto da beleza contemplar
E observar os seus pés
Quando está a dançar.

Sem tempo para esperar
Até a sua boca poder
O sorriso dos seus olhos
Finalmente enriquecer.

Que pobre esta vida
Se de tanto cuidar,
Não tiver tempo
Para parar a olhar.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Acredito no amor


Acredito no amor
quando é tempo de amar
gosto de saborear
cada momento da vida.

Acredito no amor
sofri… tive bons e maus momentos
tempo para pensar
as mudanças.

Acredito no amor
o caminho faz-se caminhando
pleno de sonhos
na madrugada.

Acredito no amor
novamente, de alma
coração e paixão
até à exaustão.

Acredito no amor
nas implicações
de cada passo dado
sem sabor.

Acredito no amor
tentei esconder isso
o olhar sério
e profundo.

Acredito no amor
provavelmente
dentro do meu quarto
em silêncio

Acredito no amor
do dia
ao sol pôr
até ao anoitecer.

Acredito no amor
o silêncio de todos nós
resumir em palavras
o que significou.

Acredito no amor
descalço a olhar o mar
desfeito
na espuma dos dias.

Acredito no amor
porque não sou capaz de ficar… sem amar
Ele não se procura…
Simplesmente … acontece.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Como um rio


Deslizei pelo tempo!
Como um rio…
Nem sabia que tinha tudo isto
cá dentro de mim,
e até penso...
Se não terei perdido
tanto tempo no meu passado…
Deslizei pelo tempo
como um rio
e fui passando, passando…
Não vinha ninguém!...
Quero aperfeiçoar-me
sinto que saí desta corrente.
Não, porque tenha sido mau,
corri atrás de outro sonho,
quando oiço as palavras…
nunca digas nunca!
Às vezes acho que encontrei!
E depois… nada.
Tanta coisa
em poucas palavras.
Quero ir,
mas quando lá estiver
sei que vou querer voltar.
Quero sonhar com o lugar onde não estou
sonhar com o lugar onde passei
e achei que não era esse o local ideal.
De me iludir
de sonhar
de nunca estar satisfeito.
Quero ir…
pelo cheiro da terra
pela cor do mar
pelo calor
pelo frio
deslizar pelo tempo!
Como um rio.

Autor: C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

Palavras ao acaso

Acontece muitas vezes apetecer,
baixar os braços e desistir.
Em cada momento,
em cada lugar,
a vida revela mais sobre
quem o diz
do que, sobre ela própria.
Apetece,revelar especialmente,
quando sei que faço tudo
longe do mundo,
onde o sol brilha intensamente,
longe da vida,
no frio de uma noite de inverno,
da maneira certa,
com a melhor das intenções
com a ânsia de conhecer,
de conviver,
de viver.
Ou se convive com a verdade
ou ignora-se!
E… o castigo é continuar
infinitamente a errar.
Os defeitos são as qualidades,
os meus medos são as certezas
da minha outra parte.
As esperanças são os medos,
que me ajudam a buscar a felicidade.
Cada um de nós procura a outra parte
que nos completa
que preencha algo que nos falta.
Assim, buscamos no outro
o que não temos,
ou o que não somos.
Como o modo de amar,
ou de estar na vida,
ou da forma como nos ilumina.
Ou alguém aparece
e dá um arraso
em tudo o que foi feito...
Aquilo que a vida revela.


C@rlos@lmeida
(Foto da net)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O Brilho do farol


Diz que não é tarde demais
Agora… parto sem mágoa
Já não quero estar aqui.
Quando o sol se esconder no horizonte,
quando toda a dor vier à tona
só o tempo vai curar.
Tu vais entender!
Tento chegar ao farol,
e não encontro uma saída.
Eu sei… que não sou escritor
e por isso procuro palavras,
para definir este lugar tão belo.
Tudo fica mudo!
Aqui!... Neste porto de abrigo.
Eu vou gritar ao mundo!
Já sofri por amores que vivi.
Neste farol…
Onde o horizonte começa e termina
e o tempo espera.
Tanto silêncio…
Queria entender as razões
que só o tempo pode curar…
Neste porto de abrigo
vou-me encontrar.
Vale a pena acreditar
Cá!… vou gritar ao mundo
tudo pelo que passei.
Aqui!... acabou-se a dor
que me parte em pedaços.
Além do brilho do farol,
o horizonte…
leva-me até ti,
Quando tu não estás…
O farol,
o mar calmo,
o silêncio,
levam-me até ti.
Não queria tanta solidão,
não sei onde estás,
mas não penses em te afastar de mim.
O farol…
Este meu porto de abrigo
onde oculto
os meus sentimentos
pelo menos, algumas vezes.
Aqui!... onde o mar começa
e a terra termina.
Além do horizonte, do pôr-do-sol
tenho o brilho do farol.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

domingo, 15 de janeiro de 2012

Apenas sentidos


Apenas sentidos...
a loucura de ser louco
pelo ardor desta paixão.

Apenas sentidos...
que brotam do meu sentir
tudo encanta.

Apenas sentidos...
um banho de poesia
pelo ardor desta paixão.

Apenas sentidos...
onde está a magia
dos antigos recantos da minha alma?

Apenas sentidos...
que brotam do meu sentir
a loucura de ser louco.


C@rlos@lmeida
(Foto da net)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Desafio...


O tempo não pode acabar
Com um amor sem explicação.
Não amo pela beleza,
Amo apenas porque o tempo não pode acabar.

A vida ensina-me
Que nada recebo
Sem que primeiro
Tenha dado tempo.

Os erros são um sinal
De coragem
E de por vezes me desviar do tempo
E experimentar outros caminhos.

O desconhecido assusta
O tempo é um desafio
E os desafios fazem-me crescer,
evoluir, sair do marasmo.

A competição pode ser
O catalisador que me tira tempo.
O desânimo faz
Com que mostre a minha garra.

Enquanto houver amanhã
A perda de tempo
Não deve ocupar a mente
Com águas passadas.

Sinto no meu interior
Que independentemente de ser belo
O tempo, não é digno
De ser amado.

O tempo não pode acabar
Pode sofrer derrotas
Pode até cair
Mas isso não faz dele derrotado.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Milagre!


Amar é entregar-me,
Sem medo e sem reservas
A algo superior e incontrolável.
Milagre!
Amar é dar e receber e transformar em doce
Tudo o que é potencialmente amargo.

A felicidade é para aqueles
que querem ver-me crescer,
e a tornar-me verdadeiramente grande.
Milagre!
Se o que tenho a dizer
não é mais belo que o silêncio.

Talvez seja altura de parar,
numa súbita fractura de mim,
num quebrar de alma.
Milagre!
Nas saudades do que já fui
em que todas as coisas se fundem.

São precisas torrentes de sangue…
Olho em volta e percebo
se precisar de ajuda não hesito.
Milagre!
Não tenho de fazer
esta travessia sozinho.

Controlo as minhas emoções…
Quando deixa de ser uma batalha minha,
desculpas vêm sempre a calhar.
Milagre!
Aos olhos do mundo
basta uma lágrima.

A felicidade é para aqueles…
Que andam ao sabor das ondas,
tento não ver apenas o lado negro da vida.
Milagre!
Quando a tempestade passar,
a poeira baixa e o sol volta a brilhar.


Amar é dar e receber…
Para se executarem grandes coisas
Basta uma lágrima
Milagre!
Para amar… há que viver
Como se nunca fosse morrer.

Controlo as minhas emoções…
os quereres, as necessidades, os devaneios,
Pois é necessário canalizar toda a energia.
Milagre!
Este corpo no final,
Será misturado com a lama.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

sábado, 7 de janeiro de 2012

Suave


Suave…
Palavras loucas
que se lêem nos olhos
serenamente.
Amarras secretas
são palavras que o vento leva.

Suave…
o sentir,
o sentido,
o despertar dos sorrisos
que nasce do desejo.
na pele que veste o corpo.

Suave…
o que a alma sente
porque não pode ser amor,
mas tua magia
suave borboleta
penetra na lua.

Suave…
que mais posso fazer?
não levas apenas o meu cheiro
nem os meus beijos
em tua face
e num sopro vais!

Suave…
borboleta
és brisa intensa
lua branca que brilha.
Tenho nos olhos guardados,
o tremor do teu desejo.

Suave…
palavras de todos os dias
fico calado,
na sombra do que sou,
que se mistura com o passado.

Suave…
a música da noite,
apenas por instantes
sou a voz da música que escutas.
Mudemos as palavras
troquemos os sentidos.

Suave…
A vida é poema
a verdade é sempre melhor que a mentira
mesmo que doa.
É de vento que me alimento
porque há silêncios que dizem mais que palavras.

Suave…
É a tua amizade,
assim como a lua,
assim como a canção
que me confidencia
segredos.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

Assim, pouco a pouco


Assim pouco a pouco
um traço, faz ressaltar as palavras.
A esperança,
a ilusão,
o abismo…
Ou mesmo o mais ínfimo sorriso.
Terão o mesmo destino?
A esperança que se busca compreender,
a ilusão…
Sempre temperada pelo sol da ironia.
O abismo…
Depois do silêncio,
de pensar a vida,
O amor,
o tempo,
a morte,
o corpo,
ou mesmo o mais ínfimo sorriso.
O sorriso…
Rir, rir, rir…
num atroz abismo,
depois do silêncio.
Assim pouco a pouco,
pessoas que passam ao de leve na vida
terão o mesmo destino,
irão cruzar-se para sempre
no silenciamento das vozes.
Fazem ressaltar palavras…!
A esperança…
um vulcão de emoções.
O abismo…
torrencial.
A ilusão…
a que ignoro, quando em sussurro
percebo a vida que me rodeia.
O sorriso…
que guardo enquanto o dia
se esquece de mim.
O silêncio…
apago-o e isso talvez
me dê uma sensação
de liberdade e paz…
Assim pouco a pouco…

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

Tempo

Tempo, falta-me tempo
falta-me tempo
para ter paz
para o nada
para o vazio
para ficar disponível.
É muito importante
ter momentos,
tempo…
pleno de vazio.
Falta-me tempo
vivo momentos,
e vou guarda-los para sempre.
Tempo,
que expressa
o que me vai na mente
e no coração.
Falta-me tempo
a expressão do olhar
traduz o sentimento,
os instantes mágicos,
suspensos nos teus encantos.
Tempo…
e o silêncio inspiram-me,
mostro-me,
mas nunca me dou realmente
depois da sedução
do amor…
Tempo… falta-me tempo
Tempo sobre a razão de viver
Tempo sobre a importância das coisas
Tempo…
no corpo e na alma
para ouvir os outros.
Falta-me tempo
Para abdicar de tempo,
de vida,
de privacidade
de emoções
de sentimentos…
Ás vezes penso
que está tudo
ao alcance das mãos.
Mas… falta-me tempo.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net
)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Paixão

Afinal…
Quem és tu?
que me procuras
quando a noite cai
na busca de maior serenidade.
És paixão…
que não queres saber nada,
mas sentes tudo.
És a melhor a atingir metas
mesmo que silenciosas
mesmo que nunca ditas
mesmo que escondidas
entre desejos e receios.
És paixão… és alguém
que me encosta o ombro
sem perguntar nada!
Carregada de sonhos,
e de sonho…
O sonho que rapidamente
se transforma em pesadelo.
És paixão…
de conversas à lareira
de noites de insónia
largadas ao vento,
ou na cama de alguém…
Estás guardada no coração.
Paixão…
por detrás de uma cortina!
quando chega aquela aragem
o lugar não tem nome
Afinal…
Quem és tu?
que fechas a janela ao adormecer.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Vive cada instante

Vive cada instante...
A nossa vida,
foi feita para amar.
Não sonhes...
vive cada instante.
Tudo no mundo é frágil,
a minha alma
de sonhar-te
anda perdida.
Vive cada instante
nos turbilhões
que o vento levantar.
Tanta sombra em redor...
Vive cada instante!
A vida é simples,
olha-a de longe
fingindo ter pena
no coração vazio.
Eu sei que sonhei
ainda sem amor
por ninguém!
Vivi cada instante
e nesse sonho
eu já nem sei quem sou.
A brisa do mar
vive cada instante...
Dá-me a tua mão
que me acaricia o rosto
e a minha boca triste
e dolorida.
Vive cada instante
porque se morre,
no beijo que procuras
aprisionado dentro do peito.
Acredita...
vive cada instante
a nossa vida
foi feita para amar.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Dois corpos saciados


Dois corpos saciados
que voam perdidos
despidos…
Ontem vi-te nua, pela primeira vez
no abatido silêncio.
Senti os acordes nostálgicos
das batidas do teu coração,
até nos fundir-mos num só.
E rimos, brincámos e conversamos
para o céu alcançar.
Que importa para onde vou
uma boca, um beijo
sede, desejo
e o tempo sentiu
a minha alma.
Quero sentir
o respirar da tua boca
dentro de mim.
Um corpo delineado de mulher…
E amanhã?
relembro tudo de ti,
tudo de mim,
muito de nós…
Dois corpos saciados
o que sou
o que tenho para te dar
o que te quero dar
até ao céu chegar…
E gostei do que vi
e gostei do que senti
e gostei…
e gostei…
de conhecer esse teu lado
frágil, vulnerável, sincero.
Dois corpos saciados
a chama do amor
beijos…
Sentidos, cansados
suados, molhados
despidos de devaneios sem fim.
Das tuas mãos reflectindo
pedaços da tua alma
um aroma a cetim
entregue ao amor
entregue á vida
entregue a mim,
dois corpos saciados.

C@rlos@lmeida
(Agosto de 1984)
(Foto da Net)

domingo, 1 de janeiro de 2012

Mais um ano passou


Mais um ano passou…
2011
Como um sonho!
Sonhei mas não me lembro.
Tento pensar como é que me sentia
quando não estava perdido.
Os passos lentos
absorveram o escuro
na angústia
até que mais nenhum sonho me toque.
Será que foi um sonho triste?
Belo?
Envolvente?
Ou uma história de solidão ?
O sonho acabou…
O ano terminou
E algo ficou
ficaram as certezas
ficaram as sombras
ficaram as cinzas
ficaram os gestos
ficou o olhar
ficaram as palavras
ficou o consolo
ficou o amor
ficou o fogo
ficou o céu
ficaram os caminhos
ficou o passado
ficaram as ideias
tudo se transformou em passado.
O ano acabou…
O sonho acabou…
2012
Um ano novo começou
num piscar de olhos.
Com ele veio:
O amor
A paixão
A amizade
A paz
O frio
A palavra
O poema
A música
O olhar
A esperança
os sorrisos
os pensamentos,
Cheios de esperança

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

ANO NOVO

Feliz Ano Novo
Recados Animados para o Orkut!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Feliz Natal e Próspero Ano de 2012


Natal Engraçado
Recados Atualizados para Orkut é no Glimboo!


C@rlos@lmeida

O meu conceito de Natal

Envelhecemos todos ao ritmo do próprio mundo. Tudo o que acontece na minha vida acontece sempre por alguma razão. Tento tirar sempre o lado positivo das coisas.
Fazem-me crescer e amadurecer. Amadurecem os sentimentos mais rebeldes.
Não me considero materialista, sou apologista das tradições natalícias, opto por dar mais significado aos valores familiares do que propriamente às tradições de Natal.
Sinto esta época natalícia de forma sentimental, até porque na minha infância o Natal era sempre muito triste e sofrido.
O meu Natal ideal é aquele que envolve toda a família, junto a uma lareira acolhedora, com o frio lá fora. Lembra-me os meus melhores anos de infância nas beiras.
Actualmente, já que o tempo é pouco, tento sempre estar com a minha família e confraternizar neste dia, lembrando o nascimento de Jesus. Quando era miúdo nunca fui exigente, mas pensava nas prendas. Nunca fui muito de pedir, contentava-me com o que me davam. Sempre fui habituado pelos meus pais, a dar importância ao carinho e a tudo o que damos ou compramos o ano inteiro quando precisamos do que propriamente às prendas.
Com os anos quebrou-se o encanto, mas não a magia.
As recordações que guardo desta quadra são aquelas que me acompanharam sempre… a minha fé no Pai Natal, o cheiro a prendas e a comida, do rosto de cada elemento da minha família, aquela luz única que se vive e se sente no natal… que se chama “menino jesus”.
O verdadeiro espírito de Natal é aquele que nos eleva a alma, nos torna mais espirituais e menos materialistas.
Esta data sensibiliza o meu coração e faz-me pensar seriamente nos pobres e nos injustiçados espalhados por esse mundo.
Celebrar o Natal é abandonar o egoísmo e abraçar o entendimento e a harmonia entre as famílias.
Segundo o que penso do Natal, irei transmitir o mesmo conceito de “natal” que os meus pais me legaram a mim. Acima de tudo o Natal é a celebração do nascimento do menino jesus. Hoje em dia, infelizmente dá-se mais importância às prendas, à figura do Pai Natal, colocando-se de lado a verdadeira lógica da quadra.
Com a chegada dos meus filhos voltei um pouco a quando era criança: comecei a viver outra vez, toda aquela magia.
Aos olhos das crianças, a árvore de Natal, as luzes, os enfeites, as prendas e os doces são, muito provavelmente, as mais evidentes tradições desta quadra, assim também o consideram os meus filhos.
Paz amor e harmonia são alguns dos sentimentos mais nobres que costumo pedir para esta época do ano, pese embora o facto de ser essencial para o resto do ano.
A dádiva e a partilha deveriam ser uma parte integrante da vida de cada um de nós em todas as ocasiões e não apenas no Natal.
Num momento em que a vida de todos é tocada pela ternura de uma época em que a dádiva é esperada, a partilha a meu ver é um dos mais bonitos gestos do mundo.
Mas o que eu gostaria que houvesse neste e em todos os Natais era: mais amor pelo próximo, e coragem, mais sentido de respeito para com Deus e este Planeta fabuloso que ele criou.
Numa quadra onde a família se reúne e passa momentos de alegria, faço questão de reforçar os laços que me unem aos meus familiares mais chegados e junto deles relembrar os acontecimentos marcantes da festa de Natal.
A quadra natalícia é vivida com mais intensidade e pureza pelas crianças do que pelos adultos, pois “os adultos têm muito em que reflectir” há sempre alguma nostalgia no ar.
Para mim o Natal é o culto da família e das memórias. O ambiente de felicidade e paz faz-me lembrar e pensar também naqueles que amei, mas já não estão comigo e penso mais nas injustiças da nossa sociedade. Por isso o natal ainda tem algum significado para mim… muito… a começar pelas memórias. É um tempo onde o amor entre as pessoas se partilha de uma forma mais forte e mágica.
O menino jesus é afinal o símbolo da esperança e de dias melhores; hoje e sempre.
Resumindo, para mim o Natal são os valores que me foram transmitidos como a seriedade, o respeito, o amor, a ternura, a partilha, para que seja um homem bom e possa contribuir para um mundo melhor não só no Natal, mas em todo o resto do ano.



FELIZ NATAL


BOM ANO DE 2012


C@rlos@lmeida

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Carta Irónica ao Pai Natal 2011



Pai Natal
Sempre gostei muito do Natal e lembro-me que todos os anos escrevia ao Pai Natal a pedir prendas exorbitantes.
Ainda bem que nesse tempo ainda não existia a troika nem a Angela Merkel.
E tu Pai Natal poe-te a pau porque com a austeridade que vai no mundo também corres o risco que o teu mito seja desfeito este ano ainda.
Bolas! Pai Natal demorei estes anos todos a convencer-me de que, afinal, o Pai Natal dos meus sonhos não existia!...
Pai Natal
Só quero acordar todos os dias sem me deixar ofuscar por este mundo que é fascinante e, ao mesmo tempo, assustador.
Gostaria de dizer, simplesmente que prefiro ser um “alienígena selvagem” “feio” “porco” e “mau” do que ser mais um daqueles que anda por aí a ver andar os outros.
Afinal nesta sociedade quem é que são os verdadeiros “maus da fita”?
Sou eu ou os que têm o poder nas mãos?
Gente errante, sonhadora, egoísta, excêntrica que tenta superar com humor a dura realidade da vida que leva.
Das evocações e dos efeitos psicológicos e emocionais, uns nostálgicos, outros perversos, que afectam o presente.
Mas não consigo compreender esta indiferença Pai natal…
A maldade e o cinismo deixam-me muito triste e são tristes essas pessoas. Pai Natal o mais importante é trabalhar, manter-me ocupado, divertir-me e ter tempo para a família e amigos.
Pai Natal eles andam tristes os cortes são muitos, se calhar é importante que as pessoas saiam do seu mundo de riqueza e luxúria e encararem a realidade daqueles que nem sequer dá para cortar.
Também sou apologista de que o mal seja punido.
Pai natal todos nós ouvimos histórias de encantar e belos contos de fadas na meninice, mas com o passar dos anos apercebi-me que as pessoas eram más e só são alguém no meio da falsidade e egoísmo. Há pois é… tirando isso são uns miseráveis, uns tristes.
Mas vamos aprendendo Pai Natal…
À medida que crescemos vamos vivendo e vamos levando pancada o que faz com que o nosso olhar sobre as coisas se vá modificando, vamos estudando as pessoas que nos rodeiam, vamos definindo o nosso carácter e acabamos por ir observando as coisas de uma forma mais desidealizada, desmistificada… Mas não fiques triste Pai Natal, as pessoas nem sempre gostam de se deparar com pessoas frontais. Fui educado a sê-lo. Não é agora que vou mudar.
Obviamente que o meu objectivo não é ferir ninguém, até porque é natal tempo de paz e amor.
Pai Natal tem cuidado, porque a emoção e o amor ao próximo estão a ser um pouco postos de lado. A inteligência e outras capacidades não valem nada, viver numa sociedade assim ostracizada e isso leva-me a desejar algo mais da vida. No que toca ainda à malvadez convém não esquecer…
Estes são estereótipos bons para trabalhar. Vejo hoje como as pessoas se atropelam os direitos e a vida das pessoas.
Pai Natal , hoje em dia assistimos cada vez mais, aos amigos que traem os amigos e às pessoas que magoam as outras, por vezes sem necessidade nenhuma.
É uma luta entre aquilo com que querem que nós vivamos e aquilo com que vivemos. Os grandes senhores julgam-se perfeitos, mas a imperfeição é muito mais bonita do que a perfeição, porque a perfeição não existe.
Pai Natal há profissões que aproximam as pessoas do drama, dos momentos mais escuros ou dos mais felizes das vidas dos concidadãos.
Aprendi a manter a serenidade sem mudar o que quer que seja. O sentimento que tenho neste momento é o mesmo daquele que há quando um casamento acaba: o melhor é despedirmo-nos antes de estragarmos o que ficou para trás.
Pai Natal…! Não acredito nas pessoas. Não acredito que as pessoas são o que querem. Não são!
Não! Nós não somos o que queremos, somos fruto da genética!
Por razões várias tive sempre alguma dificuldade em estragar coisas. Sempre guardei as coisas velhas, vesti-me sempre com roupas muito usadas nunca fui do género de olhar para as montras.
Não entendo como é que as pessoas vão daqui para Londres ou Paris para fazer compras de Natal.
Pai natal o supérfluo faz-me alguma confusão. Por natureza não gosto de estragar. Os ricos estão a ficar muito mais ricos, sobretudo aquelas pessoas que se movimentam à vontade pelo mundo e tornam tudo deles.
O homem é capaz de tudo para sobreviver, e, portanto, os senhores do mundo, vão riscar do mapa uns biliões de pessoas para que os que ficam possam sobreviver.
Pai Natal na Europa, com a austeridade já vai acontecendo…
Entretanto a humanidade continua a crescer! Não vai dar!... a única solução é reduzir.
Pai Natal, acho importante retirar ensinamentos das situações que vivemos, mas nunca olhar para o futuro como uma desgraça, porque isso é muito mau. Devemos aprender com as experiências, sejam boas ou menos boas, para assim poder amadurecer, e depois poder continuar a vida.
Ai, ai! Agora é que vão ser elas!...
Hoje em dia, maltrata-se muito o Português. Até os ministros falam mal!...
Austeridade, austeridade, austeridade, tróica, tróica, tróica, quase que até parece a música “jingle bells, jingle bells”… mas em versão moderna!
Pois é… pai Natal estou mesmo a terminar.
Agora falando sério…
Como tu sabes, à medida que vamos caminhando para a idade adulta e madura, o Natal passa a ser também um tempo de nostalgia e até de depressão.
Pouco a pouco a família foi perdendo alguns elementos e a saudade associada à perda torna-se muito presente na noite da consoada.
A solidão pesa mais nestes dias, e muitas pessoas desejam que o tempo voe para que o sofrimento cesse.
Os conflitos familiares vêm ao de cima, e o espírito de Natal é invocado como forma de abrir um período de tréguas, até que tudo volte a ser como era.
As crianças mantêm-se alheadas de tudo isto e esperam ansiosamente pelo momento de abertura das prendas.
O Natal é das crianças e um dia chegará o momento, em que também elas serão adultas e perceberão que a vida é muito mais dura e menos colorida que os embrulhos. Até lá só lhes é pedido que sonhem, pois os pais “Natais”, tudo farão para materializar os desejos por forma a manter longe, muito longe, a sombra do trauma, esquecendo-se que são as dificuldades que nos fazem crescer e tornarmo-nos homens e mulheres emocionalmente equilibrados e capazes de enfrentar as agruras da vida.
As pessoas têm tudo o que as coisas para das não têm.
As pessoas pensam, sentem, sofrem, poupam e morrem…
Pai Natal!... Vê lá se consegues mudar alguma coisa para melhor em 2012, que este ano foi uma desgraça.
Na minha opinião é deixá-los falar e seguir o nosso próprio caminho, o ciclo da vida é a melhor forma para conseguirmos pelo menos ser felizes neste Natal.


Feliz Natal
Próspero Ano 2012

C@rlos@lmeida

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Em Silêncio


Eu vivi em silêncio
á beira do limite,
cada passo
cada segundo…
A realidade pode ser apenas,
uma aparência
que alimenta o sonho.

Eu ouvi o silêncio
o poder da imaginação
não resisto ao seu “olhar”
um olhar azul
uma noite calma
profunda e intensa
que me alimenta a alma.

Eu bebi em silêncio
coisas que eu senti
as feridas mais difíceis de sarar
momentos de angustia
escritos a lápis
que quero apagar
que me alimenta o pensar.


Eu sofri em silêncio
quando eramos um só
e nesse abraço forte
quando o frio apertou
do teu corpo, os mistérios
olho por dentro o sofrimento
que alimenta o que restou.

Eu senti em silêncio
quantos erros cometidos
tantas vezes!
No calor de um beijo teu
cristais de ilusão
tiveste em mim o teu espaço
que alimenta o sentimento.

Eu amei eu silêncio
amor… sentimento maior
rosas vermelhas
bálsamo da vida,
um choro calado
parece flutuar à deriva
que alimenta o amor.

Eu odiei em silêncio
a felicidade
a infelicidade
Senti o peito gelar-me o coração.
tu… eu… nós…
criamos um amor
que alimenta o ódio.

Eu vivi em silêncio…
Eu ouvi o silêncio…
Eu bebi em silêncio…
Eu sofri em silêncio…
Eu senti em silêncio…
Eu amei em silêncio…
Eu odiei em silêncio…

C@rlos@lmeida
(Foto da net)