domingo, 30 de setembro de 2012

Bailamos ao Pôr-do-sol

Bailamos ao sabor do vento
onde aprecio o sol e o mar.
Não interessa
se determindo sentimento é real
ou apenas uma ilusão.

Bailamos ao sabor do vento
gostei de beijar à beira mar,
depois dei um mergulho...
construidas... as emoções
surgem de qualquer forma.

Bailamos ao sabor do vento
onde o caminho se cruza
para namorar e beijar-te
com doçura a sorrir-te,
para ver-mos  o pôr-do-sol.

Bailamos ao sabor do vento
consegui pensar em ti
no algo que sempre senti
cada pôr-do-sol traz
uma benção escondida.

Bailamos ao sabor do vento
desde as primeiras palavras...
tantas... que muitas vezes
se anulam umas às outras
nesta praia imaginária.

Bailamos ao sabor do vento
achamos que tudo
o que a vida nos oferece amanhã
é repetir o que fizemos ontem
e hoje ao pôr-do-sol.

Bailamos ao sabor do vento
a praia é um lugar quase sagrado
é preciso viver intensamente cada minuto...
se não usar-mos este milagre hoje
ele perde-se.

Bailamos ao sabor do vento
a alma alimenta-se de mistérios
de passos, que muitas vezes não fazem sentido
mas acabam por levar a algum lugar...
ao Pôr-do-sol.

Autor: C@rlos@lmeida
Foto da net

Procuro...

Procuro...
por a nú
a minha obscuridade
lamento-me,
escrevo,
falo,
exprimo o que penso
observo e aprendo
a conhecer-me.
Procuro...
paixão,
reflito,
medito,
excitação
e também algum sofrimento.
Procuro..
não fujo
não me preocupo
com a raiva
observo e aprendo
a conhecer-me.
Procuro...
esforcar-me
e tento melhorar,
procuro passar
despercebido,
não deixo que nada
nem ninguém
me intimide.
Procuro...
escrevo
o sentimento
pela sua beleza
tão marcante.

Autor: C@rlos@lmeida
Foto da net

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Sou Templário

Sou templário,
do sonho e da beleza
de uma imagem intemporal.
Há uma força misteriosa,
há tanta suavidade
que só o rio toca
a história que tem para contar.
Castro lusitano,
pequena ilha
de encantos sem fim.
Sou templário,
vejo-te no espelho do tejo
aliando o sonho
á paisagem que se avista,
de cortar a respiração
no meio das colinas verdejantes...
Sou templário,
do rio, do vento, do sol
deste mundo imaginário
da sua natureza profunda
que parece deixar transparecer
o passado vivido.
Sou templário,
a vista espaira-se
sobre o rio tejo
a lezíria ribatejana
adquire outro encanto...
espelho da alma
Almourol...
Sou templário,
nesta ilha de charme sem fim
momentos passados
de dia perfeito em família
e quando o amor sorri
o sonho e a beleza resplandece
numa maravilha da natureza.

Autor: C@rlos@lmeida
Foto: C@rlos@lmeida

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Uma pedrada no charco

Os grandes amores começam
e acabam
e o amor é isso mesmo...
Uma pedrada no charco,
dar tudo por tudo
sentimentos e emoções
cheios de intensidade,
capaz de encantar
e derreter o coração
mais sensível.
O amor é isto mesmo...
uma lufada de ar fresco
que urge.
Ficar de olhos pregados
uma noite inteira,
a pensar...
tudo o que ninguém
jamais pensará.
O amor é isso mesmo!
um brilho efémero
por trás da tristeza das coisas,
uma pedrada no charco,
galanteio com um largo sorriso
ou por ironia...
Há um outro lado que,
quando tem tudo isto...
imediatamente se levanta
uma núvem de pó
uma núvem de nada!...
num golpe desgovernado
em profusões de cor
e de emoções...
O amor é isso mesmo,
mistura de aromas e experiências,
laços de ternura
momentos de contemplação,
segredos e sentimentos
tardes de chuva
a fazer lembrar a paisagem
exuberante,
uma pedrada no charco...
O amor é isso mesmo,
dedicação sem limites
viver sem amarguras
todas essas mil e uma maneiras
de estar na vida
sob essa constante luz do sol
na pureza de sentimentos.
O amor tem um lado
diferente de mim...
É misterioso!...

Autor: C@rlos@lmeida
(Foto da net)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Este é o poema

Este é o poema
do verdadeiro mistério
da esperança despida
que está perdida no tempo.

Este é o poema
o minuto restante
no silêncio da noite
onde as dores se escondem.

Este é o poema
das palavras duras
restos de nada,
que tocam o céu estrelado.

Este é o poema
perdido no vazio,
o fogo da paixão
que me acordou na madrugada.

Este é o poema
a minha âncora,
o meu pilar
quando tu não estás!

Este é o meu poema
cada pedaço
deste vazio
que te levou de mim.

Este é o poema
das emoções intensas
e profundas,
dos momentos de intenso prazer.

Este é o poema
feito de charme
sempre que te entrego palavras
tu és o beijo da chuva.

Este é o poema
um reflexo do sonho!...
da vontade
o meu lado poético e sensível.

Autor: C@rlos@lmeida
(Foto da net)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A Noite Chega!...


A noite chega
num instante de euforia,
longe de tudo e de todos
as palavras têm força
uma atracção quase inconsciente
confio em mim
e vou mais além.

A noite chega
adoro cada momento,
que me transporta
para o outro lado.
Um lado místico
belo e romântico
um anjo protector.

A noite chega
a lua brilha com ela
o meu sonho dorme…
O teu rosto é mar revolto,
um barco atracado e ausente
o sentimento
que move a alma.

A noite chega
outra vez,  aquele vazio
perdido…
De pés descalços,
sinto-me invulnerável
fico trémulo, inseguro
perturbado.

A noite chega
gestos repetidos
um mar que flui no mesmo lugar!...
por recantos incertos
que percorro guiado pelo instinto
aqui e além
por isso estou aqui.

A noite chega
lá fora, ela permanece,
e cada constelação percorre
o teu olhar reluzente.
É mágico estares aqui
deitada ao luar
entre o folhear… respirações…

A noite chega
com as suas lutas
vê a lua, formando o luar…
numa sala escura sem janelas.
Onde escrevo?
coisas boas e coisas más
antes de adormecer!

A noite chega
mas nem sempre o tempo cede.
Sempre gostei de escrever
e foi por isso que te segui…
Noite…
esta solidão não foi uma escolha,
foi um acaso da lua.

A noite chega
Lua…
que partilhas o céu infinito,
partilho contigo a minha alma
e magoado
posso até perdoar,
mas nunca esquecer.

A noite chega
sem piedade,
sem medo ou dor…
No fundo um pesadelo
pela minha vida inteira.
Caminho na noite
Mostrando os meus sentimentos.


Autor: C@rlos@lmeida
(Foto da net)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Protege-me...

Protege-me
acarinha-me
mantém o mistério
o amor avassalador
que preenche o vazio
que ficou dentro de mim.

Protege-me
mantém o mistério
das palavras assumidas
tão distantes
selvagens
que deram forma a um sonho.

Protege-me...
acarinha-me
responde com frases curtas
e muitos silêncios
num lugar mágico
depois do pôr-do-sol.

Protege-me
mantém o mistério
o tempo é o menor
dos nossos dilemas...
Por culpa do céu
o tempo é algo tão complexo.

Protege-me!
acarinha-me
das tuas angústias
dos teus sonhos,
onde nada se perde
tudo se transforma.

Protege-me...
levanta os olhos para mim
até o vento mudar
em cada palavra
em cada gesto
em cada olhar.

Protege-me
mantém o mistério
do meu lado mais carente
deixa adivinhar um radioso sol
de raios esvoaçantes
em tal sintonia entre nós.

Protege-me
acarinha-me
o brilho do sol tem dessas coisas,
não tem segredos
inunda o dia-a-dia
com cores esvoaçantes.

Protege-me...
até o vento mudar...
Quero ficar quieto no meu canto,
penso que só assim saberei
para que lado quero ir
no instante mágico.

Autor: C@rlos@lmeida
(Foto da net)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O tempo passa

O tempo passa
a vida existe
mas algo esmorece
que a tudo resiste.

O tempo passa
perto do mar
deitado na areia
a recordar.

O tempo passa
chove e continua frio
nuvens trespassam o céu
no infinito vazio.

O tempo passa
emocionalmente, distraído
passando a dois
o destino vivido.

O tempo passa
não se atreve a sonhar
de um jeito meigo
ele desvia o olhar.

O tempo passa
tão cheio de segredo
sinto no meu olhar
o meu refúgio, o meu medo.

O tempo passa...
sem querer compreender
tenho de aceitar
o que me faz sofrer.

O tempo passa
mas ninguém o viu
no tempo a recordar
e a paixão explodiu.

O tempo passa
procuro onde falhei
aprendi com a vida
a ver onde errei.

O tempo passa
num olhar,
vivo sem amargura
preciso de amar.

O tempo passa
reflecte a alma
leve, suave
que o meu mar acalma

O tempo passa
com ternura
escuta as palavras
que escrevo com loucura.

O tempo passa
neste momento
á procura das razões
do meu sofrimento.

O tempo passa
vai muito perdido
a vida sem paixão
não tem muito sentido.

Autor: C@rlos@lmeida
(Foto da net)

terça-feira, 15 de maio de 2012

Uma Concha Vazia

Quero fechar os olhos
e apenas sentir
olhar e não ver
por mais que o céu prometa
lembranças do que eu queria pensar.

Já de madrugada...
quero apenas sentir
mais de mil palavras
levadas pelos ventos
encantadas pelo luar.

Não adianta fugir
olhar e não ver
uma concha vazia
serena profunda
e sem idade.

Por mais que o céu prometa
longe de ti...
quem sou eu?
uma concha vazia
de quem o mar se esqueceu.

Quero fechar os olhos
e o resto da vida ficar calado
sem luar!
Assim é a minha vida sem luz
triste como a noite.

Uma concha vazia
serena profunda
triste como a noite
longe de ti
de quem o mar se esqueceu.

Autor: C@rlos@lmeida
(Foto da net)

domingo, 29 de abril de 2012

O Tempo escorre-me das mãos

O tempo escorre-me das mãos
como num passe de mágica.
o tempo faz com que o anoitecer
seja mais lento,
apenas num infinito labirinto.

O tempo escorre-me das mãos
como um tesouro submerso
acelerando o bater do coração,
atormenta a alma...
diminui-a! apenas pedaço a pedaço.

O tempo escorre-me das mãos
contrasta com o lado sonhador
como que a selar esse desejo,
ao anoitecer...
Apenas esboçando um sorriso.

O tempo escorre-me das mãos
a minha alma está aqui!...
Preciso de viver do afecto
e do amor intemporal,
apenas sempre a sorrir.

O tempo escorre-me das mãos
tão transparente como a própria água
sorrio-lhe... ele desvia o olhar
profundo e secreto,
apenas o alucinante do vazio.

O tempo escorre-me das mãos
quero fechar os olhos e apenas sentir
o melhor que há no meu ser,
com o desejo de me permitir ser conhecido...
Apenas entendido e até julgado.

O tempo escorre-me das mãos
Vem meu amor...
antes que a noite escura desapareça
de tanto me dar!...
apenas até ao limite.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Nunca consegui tocar os meus limites


Nunca consegui tocar os meus limites
vencer todas as barreiras
acalmar nos momentos mais ansiosos.
Estas noites agitadas
algo frustrantes!
Uma sensação estranha
um desafio emocional…
dou comigo a olhar para longe,
durante horas …
esqueço-me de tudo.

Nunca consegui tocar os meus limites
despertar gargalhadas,
magia…
a minha luz,
a minha razão de viver
acrescentar algo a mim próprio.
Nunca iria olhar para mim
de forma diferente
numa noite de nevoeiro.
Não se deve andar à procura de amor,
mas esperar que ele aconteça.

Nunca consegui tocar os meus limites,
Já me senti muitas vezes só,
os nervos à flor da pele
não é algo que me assuste.
Saio fortalecido dos meus momentos de solidão
de olhos bem abertos
para não perder nada
de bem comigo e com a vida.

Nunca consegui tocar os meus limites
o meu tempo faz todo o sentido
é difícil ter coração!
nunca digo nunca!...
conquisto todas as emoções
com outro espírito
com tanta mágoa…

Nunca consegui tocar os meus limites,
é perfeita a aura
as lágrimas secam
as memórias e os afectos
ficam para sempre
demasiado fortes
como as palavras que o vento leva.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

terça-feira, 27 de março de 2012

Emoções

Uma palavra vulgar
Sem conteúdo
O amor a correr
Na correria do tempo

Uma palavra vulgar
Sensações sólidas
Um fino sentido
Para não sufocar!

Uma palavra vulgar
Emoção
Elegância e charme
Olhar perdido

Uma palavra vulgar
Uma emoção forte
O desalento
Apaixonante.

Uma palavra vulgar
Harmoniosa
Emoção… o beijo
Fruto da carga emocional.

Uma palavra vulgar
Mais suave
Murmúrios…
Que podem cortar na garganta.

Uma palavra vulgar
Emoções… risos nervosos,
Silenciosos…
Fonte de inspiração.

Uma palavra vulgar
Amor? Paixão?
Desejo?
Nada disso… Emoções!...

Uma palavra vulgar
A sorrir… emoções!
Não vive por impulsos
Nem paixão.


C@rlos@lmeida
(Foto da net)

domingo, 25 de março de 2012

Desespero


O desespero é um chão de sentimentos pisados
a palavra destruição, a palavra miséria.
O desespero é um céu de sentimentos parados
a palavra solidão e a palavra revolta.

O desespero é um mar de revolta que respira
pela palavra destruição, pela palavra sofrimento.
O desespero é um sentimento de revolta
pela palavra destruição pela palavra ira.

O desespero tem sentimentos de mente aberta
como mágoas perdidas.
O desespero tem ruas de miséria discretas
como jardins escondidos de revolta.

A palavra solidão é uma rosa branca,
a palavra desespero é uma rosa negra
Não há céu de palavras que a revolta não cubra
não há sentimentos que as palavras não sintam.

À procura da claridade de uma luz que teima em chegar.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

domingo, 18 de março de 2012

Ser pai


Ser pai não é coisa que se explique
é um sentimento que se sente.
Ser pai é ser para sempre
um porto de abrigo
a morada,
o caminho mais seguro.
Ser pai é ser um amigo
partilhar a vida
os sentimentos
e as experiências…
Ser pai é um pouco
aquela sensação de missão cumprida.
Ser pai é ser companheiro
moderno,
cúmplice.
Ser pai é dar uma adolescência feliz
de resmunguices
ilusões
sonhos
desilusões.
Ser pai é um misto de felicidade e preocupação
Ser pai é tirar partido do lado bom das coisas
protege-los das atrocidades do mundo.
Ser pai, é educar com princípios
com lealdade
partilhar,
e ser verdadeiro.
Ser pai é estar sempre lá
a amparar as lágrimas.
Transmitir toda a força
e vontade de viver.
Ser pai é colher e semear amor,
ser tolerante e responsável.
Ser pai é um desafio enorme,
que tem sobretudo a ver com valores.
Ser pai é ver num olhar
amor, brilho, felicidade e calma
de um viver lindo.
Ser pai é dar o gosto
da sensação gostosa
de amar sempre.
Ser pai é a saudade eterna
de ser pequenino
e estar ao teu colo
e chamar-te PAI.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

Filhos… Ser pai, não é fácil


Preciso de me sentir seguro do vosso amor.
Não pensem que o mundo acaba amanhã!
Ser pai não é fácil…
Tenho por isso que saber cativar-vos na confiança,
sem perder o respeito.
Saber ouvir-vos, para vos poder corrigir,
aprender a confiar sem ser cego.
Ser pai é ouvir um pouco de todos os dias.
Filhos… só com boas palavras,
bons exemplos poderemos manter
unidos os afectos…
Estar convosco de manhã
na dura batalha entre o levantar,
deixar-vos à pressa à porta da escola
que preencherá todo o vosso dia,
para depois vos levar para casa,
para a corrida do banho-jantar-cama.
É durante esse curto espaço
que me resta, para chegar até vós,
mesmo que o stress de um dia de trabalho
me tenha esgotado.
Ser pai é nunca desistir,
Ser paciente e nunca me sentir frustrado.
Ser pai é amar e expressar esse amor,
e procurar todos os “lados” do amor de um filho.
Ser pai não é saber;
quem vence quem ou quem manda em quem.
Os filhos não são, nem nunca serão,
nossa propriedade.
E vocês filhos…
Não tenham receios de ser firmes comigo.
Sinto-me seguro e salvo
quando vós sois firmes.
Não me estraguem com mimos.
Eu sei que não posso ter tudo o que espero de vós,
Mas gosto de vos experimentar!...
Não me façam sentir pequenino,
isso faz-me actuar como se fosse grande
e então pareço um idiota.
Filhos… não se sintam tão importantes
que não possam pedir desculpa pelos vossos erros…
Eu quero-vos muito
Sempre que vocês reconhecerem as vossas faltas.
Preciso de me sentir seguro do vosso amor,
ser pai não é fácil…

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Tenho medo


Tenho medo
Medo de não sei o quê
Da realidade
Do sonho que vive dentro de mim.

Tenho medo
Mesmo em dias cinzentos,
Desprovidos de alegria ou alento
A realidade está presente.

Tenho medo
A multidão passa por mim,
Param, olham…
Comentam que estou velho…

Tenho medo
Sento-me…
Olho para ela atenciosamente…emudeci…
O que é a guerra?

Tenho medo
Queria voltar a ser criança
Para poder fazer tudo aquilo
Que não me deixaram fazer!

Tenho medo
Agora que sou homem
Gostava de ser criança para poder ver
O mundo através dos seus olhos.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

domingo, 11 de março de 2012

Corpo de donzela


Corpo de donzela
A noite vem sedutora e singela
Sonho, sonho e beijo a lua
E num sopro de emoção
O que hoje choro de saudade
O que ficou por dizer

Corpo de donzela
Não busques palavras
No labirinto da tua alma.
Um brilho interrogado no olhar
Já navega por outros lugares.
Há amores que duram segundos…

Corpo de donzela
Quem me dera poder novamente
Viajar no teu corpo
Sonhar acordado
Registar nas tuas palavras
Os milhões de pensamentos.

Corpo de donzela
O teu olhar de fogo
De mansinho faz-me sentir…
Se tudo está num simples querer!
Longe vai o meu pensamento
À noite da minha janela.

Corpo de donzela
Olhando o céu eu vi,
Como um mar de chamas
Que me consome quando desespero
Marcas que não saram
Peças de um coração partido.

Corpo de donzela
De repente vejo-me aqui,
Abandonado pelo sol
Pela brisa,
Pela vida
E o dia vai caindo, anoitecendo.

Corpo de donzela
Confia em ti
Nada é mais importante
Que viver instante a instante,
Sentir o cheiro das flores
E viver todos os amores.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulher!


Mulher!
Se todos pudessem sentir,
e amar com profunda intensidade
teus amores e teus pecados.

Mulher!
sinto-te aqui,com raiva,
lágrimas e calma
nesta vida dura.

Mulher!
triste,desesperada
nesta vida que ninguém quer...

Mulher!
mas o meu orgulho perdura,
no orgulho de seres mulher.

Mulher!
Esse sonho de amor imcompreendido
vítima,continuas a ser.

Mulher!
Cais num abandono de esquecida,
horas profundas, lentas e caladas.

Mulher!
com tua magia,
que mais não é que teu amor...

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

Mulher!
Hoje é um dia todo especial...
Esta é a minha pequena homenagem
a todas as mulheres.
Desejo mais um grito de felicidade,
e que todas as mulheres do mundo
conquistem os seus objectivos,
não só hoje, mas todos os dias do ano
com as minhas palavras mágicas.

Mulher...Mãe


És mulher
ingénua, sedutora
abençoada...
És brisa fresca que acaricia
o livro das minhas memórias.
Mulher...
Dada na amizade,
fiel no amor.
Procuras esquecer o que tanto te doi
com um exercício de tortura.
Muitas vezes és alegre
outras vezes triste.
Mulher...
Jogas todos os teus sonhos
num vale de profundos silêncios.
Preciso tanto do teu sorriso doce
preciso do teu abraço abençoado
preciso da tua voz terna.
Mulher... Mãe...
Não te tenho aqui,para te abraçar.
Minha deusa
de olhar sedutor.
És o abraço
o beijo
o toque
o prazer
o meu amor...
Mulher... Mãe...
tornada minha confidente
obrigado por seres maravilhosa.

C@rlos@lmeida

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quero estar só


Quero estar só!
Só através da felicidade
posso olhar para dentro de mim.
Só nas lembranças consigo confrontar-me
com o medo vivido,
as dúvidas sentidas
e as angústias passadas…
Mas… também com as memórias
e as minhas convicções mais profundas.

Quero estar só
tenho medo da saudade
e por isso , tento lembra-la.

Quero estar só
tenho medo da solidão
e por isso tento evitá-la.

Quero estar só...
Para preencher todos os vazios.
Ora, tudo isto remete
para a felicidade
a felicidade fechada e amarga
de algum modo procurada,
uma felicidade de estar só
para poder estar comigo próprio.

Quero estar só
libertar-me do olhar dos outros.
Seja porque o tempo voa
e em alguns dias
se diluem em stress.

Quero estar só!
quero estar só para pensar
quero estar só para ouvir-me a mim próprio
quero estar só para parar.

Quero estar só...
É possível encontrar caminhos
na felicidade forçada,
como em tudo na vida.

Quero estar só!
quero estar só no silêncio
nos momentos em que estou só
nos momentos de maior clareza.

Quero estar só
quero estar só para tentar criar
momentos de felicidade,
tranquilidade interior.

Quero estar só!...
Quero estar só e ouvir
aquilo que sem querer
quase nunca consigo ouvir.


C@rlos@lmeida
Foto: Michel Giliberti

Porque és filho...


Chegas com um sorriso
E duas rosas na mão
Amas com o coração
Cada dia,
Cada hora,
Cada momento,
Cheiros e memórias também.

Porque és filho!
Vives o presente
Um dia atrás do outro…
O que dizes,
O que calas
E tudo o que fazes.

Porque és filho
Essa vida é para viver
E nem sempre para entender
Amas com o coração
Observas o céu
E as nuvens trespassadas
Pelo luar…
Aquela luz que cobre
Como o cobertor
Que te cobriu,
De um manto doce,
Quase secreto.

Porque és filho
Amas com o coração
A claridade que envolve o horizonte
Desenhos, sombras mágicas
E dás uma ilusão
De paz infinita…
Amas com o coração
em silêncio
mesmo que sopre o vento
nas noites em que a lua
se deixe ver.

Porque és filho
Amas teus pais,
Muito juntos, muito próximos
Sempre muito presentes,
Como se não existissem ausentes
Amas com o coração
Sei agora que estaremos sempre juntos
Mas também sei
Que vamos estar muito tempo separados
Numa outra vida
Numa outra dimensão,
Onde cabem todos os anos vividos
E cada um dos nossos sorrisos,
Para sempre.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

Desencontros


Por onde andas tu?
Porque fujo eu?
Olho para ti
Sinto os teus sentimentos
Sinto a tua alma a falar à minha.

Por onde andas tu?
Não penses que vais sofrer
Toda a vida
Pois nada melhor que um novo amor
Para esquecer quem faz de ti sofrida.

Porque fujo eu?
Porque andas sem eu te encontrar?
Acabei de rasgar as folhas das ilusões
Queimei as frases feitas
De imagens vitoriosas.

Por onde andas tu?
Não apagues a chama do teu olhar
Que o coração pega-nos partidas
E quando menos esperamos há sempre alguém
Que nos dá a mão… que nos sorri.

Porque fujo eu?
Limito-me apenas
A um sinal feroz de mim
E espero que o sentimento me liberte
Ou até eu libertar o que sinto…!

Por onde andas tu?
Não te percas em palavras ocas
Eu não passo de um sonho
Entre almas perdidas
Castigadas de se encontrarem.

Porque fujo eu?
Trespasso o meu medo e sinto-me vivo.
O meu pensamento parou
O sentimento fortificado
Vai invadir todo o meu ser
Sem qualquer retorno.

Por onde andas tu?
Não te iludas com algo que não é real!
O sentimento move a alma,
Dá-lhe a vida, faz girar o coração
Enquanto a alma o demove.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

Quem és tu?


Quem és tu?
que invades desta forma
os meus desejos?

Quem és tu?
e quantos como eu te desejaram
pelas ondas desse olhar
tão navegado.
Não me encontro,
não me vejo
O teu beijo fica comigo
e faz-me teu refém!

Quem és tu?
não és sequer
razão do meu viver.
E fico aqui… Olhando o vazio…!
ardendo por dentro
de mágoa e rancor.
E o meu passado
é todo esquecimento.

Quem és tu?
vou esquecer,
vou esconder o sorriso
que me denuncia…
Por infinitos pensamentos,
o gelo que cobre
a minha solidão…
Quem és tu?

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

Esta Lua...

Esta lua é minha conselheira
suporta os meus sentidos.
A cada passo que dou
para a frente,
sinto o meu corpo a ir para trás.
A cada hora sem sentido
parece que te quero
cada vez mais.
Imagina o que podemos fazer
num minuto…
Esta lua é minha conselheira
eu trago em mim
apenas um sorriso,
os braços abertos
para te receber.
Imagina que possamos entender
que se fragmentarmos o tempo
podemos a cada nascer,
regressar e beber o amor,
o encanto mais sublime,
mas acabo sempre triste e sozinho
a procurar uma maneira
de entender…
Se tudo tem de ser assim,
então deixa ser…
A lua, minha conselheira.
E então… quando ela crescer
basta um único olhar
para que a felicidade
saiba exactamente tudo
o que eu quero.
Esta lua é minha conselheira,
eu preciso descobrir
a emoção de estar contigo…
A partida dói, enlouquece
num suspiro contido
num gemido guardado
num abraço apertado.
Esta lua é minha conselheira
imagina o que podemos fazer
num minuto…

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Dia dos namorados


Dois corações
Inesgotáveis
Amam entre as sombras da noite

De encontro ao amor
Onde coloco a minha vida
Sonhamos acontecer

Nua como a lua na escura noite fria
Alguém será o meu bem querer
Matando o desejo
Os meus lábios leves como afagos
Rolam nos lençõis de cetim.
A loucura dá lugar à liberdade
Deixar a voz falar
O silêncio quebrado
Se o toque dos lábios for intenso e infinito.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

S. Valentim


Neste dia dos namorados
eu quero festejar
flores e bombons oferecer
aquela que me quiser amar.

Se não te der flores e bombons
no dia dos namorados
dou-te um beijo e um abraço
para não ficarmos zangados.

Dá-me um beijo e um abraço
neste dia especial
no dia dos namorados
rapariga como tu não há igual.

No dia de S. Valentim
rapariga porta-te bem
dou-te flores, beijinhos e bombons
e não digas nada a ninguém.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Poemas...


À volta das letras gritavam os poetas
em redor dos poemas,
movimenta-se o pensamento.
As palavras à volta da vida
determinam as histórias,
com que medimos os escritos
da nossa história.
Da história de cada um...

À volta das letras gritavam os poetas...
é como se eles todos
se dirigissem para esses poemas
que geram a vida,
que animam essas luzes imensas
que são as letras,
que ao seu redor se movimentam.
e suspiram:
- Poemas... poemas... poemas...

À volta das letras gritavam os poetas,
nesse movimento, percebemos a existência
de uma força que os poemas emanam
e que atraem todos os poetas a seu redor,
como núcleo central de todos os poemas
que contam a nossa vida...
À volta das letras gritavam os poetas:
- Poemassssssssssssssss...

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

A felicidade


A felicidade só transmite luz
a sua ausência solidão
o espírito alegre, reluz
trite é que já não.

A felicidade é vida, traz calor
é alimento para o ser vivo
o espírito quente, cria amor
se não: fica comprometido.

A felicidade alimenta a alma
e a alegria é só tida
quando à escuridão, sucede a calma.

A felicidade é quente, traz satisfação
que o espírito precisa. Então...
que é a felicidade se não um estado de alma?

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sofrimento de mim

Sofrimento de ti dentro de mim…
Palavras que ainda não escrevi
superando tudo o que fui.
Ainda cultivo dentro de mim,
o teu olhar como deusa,
nos sentimentos que ainda vivo.

Sofrimento de ti dentro de mim…
E tu longe…
superando tudo o que senti
cada hora mais longe,
nos teus braços como flor
mesmo dentro de mim.

Sofrimento de ti dentro de mim…
Escrevo-te , inventando paixão
superando tudo o que dei
obrigando o corpo em danças
sem música…
no teu sorriso como brilho.

Sofrimento de ti, dentro de mim…
Cada dia mais longe,
na tua voz como música.
Mesmo estando aqui,
superando tudo o que ouvi
mesmo dentro de mim.

Sofrimento de ti, dentro de mim,
Sinto o arder na ponta dos dedos,
inventando palavras.
Tantas vezes me questiono
e tu longe…
mesmo estando a meu lado!
sofrimento de ti, dentro de mim…

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Uma lágrima incómoda


Fechei os olhos,
Inspirando a brisa salgada
que me perfurava a alma
sentado à beira –mar
como quem guarda a praia.
Descalço de coração apertado!
Tentei quebrar o silêncio
limpando uma lágrima incómoda.
Mas o tempo passou, como…
uma canção bem triste,
junto ao mar.
Perdi o domínio…
comecei a escrever com a alma
na ponta dos dedos.
De certa forma,
as coisas moldam-se a nós,
vivo intensamente
vou a caminho…
É aqui que eu guardo
algumas coisas que encontro
que são só minhas…
Pronuncio palavras com os lábios
mansamente para a areia
que o futuro
se encarregará de não confirmar.
A vida é viver intensamente,
não se pode pensar,
hesitar,
voltar atrás.
Limpando uma lágrima incómoda,
preencho o vazio
faço promessas
pronuncio palavras
volto a acreditar na vida…
ela não dá tréguas!...

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

No meio da neblina


Trazia o sol no sorriso
um sorriso alegre e cristalino…
Seria apenas o sol?
no meio de uma neblina
ou também o silêncio
os sentimentos e as emoções?
A vida que me enlouquece
nesta busca incessante de incertezas
que rasga o esquecimento.
Todos os sorrisos
todos os prazeres…
Fico absolutamente vazio
e prefiro retirar-me
para o meu interior,
para a minha solidão,
para o meu silêncio.
Muitas vezes sinto-me só
no meio de uma neblina
e quando isso acontece,
é mais uma forma de escrever
é mais um impulso criativo
e é assim que resolvo a solidão.
Fico a tactear na escuridão
continuo a procurar o meu caminho
o meu espaço…
Por vezes não sofro… amo-me a mim.
E por vezes basta uma simples “gota de água”
para me transmitir
algo profundo
no meio de uma neblina.
Olho para o espelho e digo “vou mudar”
Desabafo… num tom calmo!
Fecho os olhos e deixo-me ir,
Fartei-me de gastar palavras…
Aos poucos abri os olhos
E da claridade
Nasceu a realidade
No meio de uma neblina.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Gosto de te ver assim

Gosto de te ver assim
só tenho para te dar,
o que sou, o que sinto.
E restam as palavras
o meu silêncio em tua alma
o aroma,
que a chuva provoca
e inunda o meu olhar.
Palavras não ditas
pensadas
sentidas…
Gosto de te ver assim
e nesse delírio chego a sentir
o mais profundo sentir.
Apago os silêncios
da loucura,
apenas com o objectivo
de em ti me encontrar,
mesmo que o silêncio
faça parte de ti.
O olhar que me prende
a alma que me sente
nos sons que invento,
vem assim… bem devagar…
Gosto de te ver assim…

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

Choros e lamentos


Adeus choros e lamentos
ódios que esqueci
amores que já não sei…
mesmo quando, lhe ofereci
o colo e palavras doces,
vazios entregues ao destino.
Cá dentro, só buracos e erros
um longo sofrimento
o sentido que me permite ser
aquilo que eternamente desejo ser.
Acredito piamente que um dia,
não muito longe
não muito perto,
num tempo que há-de vir,
no espaço prometido
isso terá lugar,
acontecerá…
Debaixo de um céu carregado de nuvens
conquistar uma forma de liberdade
correndo o risco da solidão,
virar as costas ao passado
às agruras da vida
aos fantasmas antigos.
Chegam em silêncio
e velam para que não durma…
nunca mais durma!
Adeus choros e lamentos,
Vou partir…
Partir para mim próprio…
Abram-se os horizontes
para poder sentir o sol
o vento frio e seco…
Ah, e debaixo da chuva
suscitar emoções,
sentimentos, reflexões,
fantasias, choros e lamentos
que separam a noite
da manhã rosada.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Sedução



Não te vejo, não te ouço
Dois destinos sob o teu olhar
Que encanto dá o teu rosto
Tenho muito para te mostrar.

A meiguice desse olhar.
Sinto algo a despertar em mim
Tens ternura de sol-posto
Não dá para esconder assim.

Sei que tenho de agradar
Esse lindo olhar de menina
Tens poder de sedução
Mas eu vou cumprir a sina.

Serás sempre o meu anjo
Faço tudo o que quiseres
Tu… minha jóia encantada
Podes dizer o que queres.

Tens carícias de luar!...
Nunca deixas de encantar
Não vou parar, vou crescer
De ti posso- me orgulhar.

Fazes parte dos meus planos
És fonte de inspiração
Vamos juntos, tu e eu
Amar sem compaixão.

Ganho asas para voar
Mereces muito ser feliz
Teu caminho é o meu
É o meu anjo quem mo diz!

És meu sol ao amanhecer
Nunca deixes de sonhar
Faz o que quiseres de mim
Dou-te um beijo, ao acabar.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

A noite em que nunca te vi...


Procuro-te
para além do meu próprio ser
e de tanto procurar,
já não sei qual de nós está ausente.
Imagino-te sentada no degrau
que te leva até ao mar,
paro escuto e acaricio
o teu corpo,
confundindo os teus olhos
com o luar,
na embriaguez do instinto.
Imagino o teu corpo,
despido como uma sereia,
e num misto de prazer
calo os gritos calados
que saem dos teus lábios
sem se ouvir.
O beijo é urgente!
anseio um abraço
um abraço lento
lento e ternurento
mas sempre intenso
como um lenço colado ao corpo
por um vento que ninguém sente…
só eu…
como aquele que senti
na noite em que nunca te vi!...

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Coração em ruina


Não sei se vou chorar
Não sei se vou gritar
Não sei como te amar
Mas de repente a razão acorda-me
Olho para ti e sinto que tudo pode mudar.
Tocámo-nos
Despimo-nos
Não pensei
Tu… também não.

Não sei se vou chorar
Não sei se vou gritar
Não sei como te amar
Acendi a lareira
Afaguei o caminho que caminhas
Para procurar o abraço quente,
E à chegada da estrela da manhã
Teu corpo serpentear...
Para arder na fogueira da paixão.

Não sei se vou chorar
Não sei se vou gritar
Não sei como te amar…
Conheço bem cada pensamento teu
Que como um louco repito
Sinto-te perto ainda que longe!
Como a minha sombra
A tua vida não posso agarrar.
Já não consigo acreditar…

Não sei se vou chorar
Não sei se vou gritar
Não sei como te amar
Olho o horizonte, deixei de te ver.
Se tudo tem um começo
Vou continuar a perguntar porquê?
Antes que a roda da vida
Desperte em nós o ardor
E nos junte mais uma vez.

Não sei se vou chorar
Não sei se vou gritar
Não sei como te amar
Sabe bem ter-te por perto
Sem medo do brilho que dure
Que dirás se o tempo nos der o tempo
Sobre uma estrela perdida
E olhando sem olhar
Mil e um segredos.

Não sei se vou chorar
Não sei se vou gritar
Não sei como te amar
Coração em ruina
Na penumbra do quarto,
Desvendas fantasias
A dança das chamas
Mais dias, mais noites
Sei que a ti vou-me entregar.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

Que vale esta vida



Que vale esta vida
Se de tanto cuidar
Não tiver tempo
Para parar a olhar?

Sem tempo para ficar
À sombra dos ramais
Parado a olhar
A vida dos demais.

Sem tempo para ver
Quando pelo campo passar
Em que ramos os melros
No seu ninho vão guardar.

Sem tempo para ver
O sol a brilhar
Rios cheios de estrelas
Qual céu á noite a cintilar

Sem tempo
Para o resto da beleza contemplar
E observar os seus pés
Quando está a dançar.

Sem tempo para esperar
Até a sua boca poder
O sorriso dos seus olhos
Finalmente enriquecer.

Que pobre esta vida
Se de tanto cuidar,
Não tiver tempo
Para parar a olhar.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Acredito no amor


Acredito no amor
quando é tempo de amar
gosto de saborear
cada momento da vida.

Acredito no amor
sofri… tive bons e maus momentos
tempo para pensar
as mudanças.

Acredito no amor
o caminho faz-se caminhando
pleno de sonhos
na madrugada.

Acredito no amor
novamente, de alma
coração e paixão
até à exaustão.

Acredito no amor
nas implicações
de cada passo dado
sem sabor.

Acredito no amor
tentei esconder isso
o olhar sério
e profundo.

Acredito no amor
provavelmente
dentro do meu quarto
em silêncio

Acredito no amor
do dia
ao sol pôr
até ao anoitecer.

Acredito no amor
o silêncio de todos nós
resumir em palavras
o que significou.

Acredito no amor
descalço a olhar o mar
desfeito
na espuma dos dias.

Acredito no amor
porque não sou capaz de ficar… sem amar
Ele não se procura…
Simplesmente … acontece.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Como um rio


Deslizei pelo tempo!
Como um rio…
Nem sabia que tinha tudo isto
cá dentro de mim,
e até penso...
Se não terei perdido
tanto tempo no meu passado…
Deslizei pelo tempo
como um rio
e fui passando, passando…
Não vinha ninguém!...
Quero aperfeiçoar-me
sinto que saí desta corrente.
Não, porque tenha sido mau,
corri atrás de outro sonho,
quando oiço as palavras…
nunca digas nunca!
Às vezes acho que encontrei!
E depois… nada.
Tanta coisa
em poucas palavras.
Quero ir,
mas quando lá estiver
sei que vou querer voltar.
Quero sonhar com o lugar onde não estou
sonhar com o lugar onde passei
e achei que não era esse o local ideal.
De me iludir
de sonhar
de nunca estar satisfeito.
Quero ir…
pelo cheiro da terra
pela cor do mar
pelo calor
pelo frio
deslizar pelo tempo!
Como um rio.

Autor: C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

Palavras ao acaso

Acontece muitas vezes apetecer,
baixar os braços e desistir.
Em cada momento,
em cada lugar,
a vida revela mais sobre
quem o diz
do que, sobre ela própria.
Apetece,revelar especialmente,
quando sei que faço tudo
longe do mundo,
onde o sol brilha intensamente,
longe da vida,
no frio de uma noite de inverno,
da maneira certa,
com a melhor das intenções
com a ânsia de conhecer,
de conviver,
de viver.
Ou se convive com a verdade
ou ignora-se!
E… o castigo é continuar
infinitamente a errar.
Os defeitos são as qualidades,
os meus medos são as certezas
da minha outra parte.
As esperanças são os medos,
que me ajudam a buscar a felicidade.
Cada um de nós procura a outra parte
que nos completa
que preencha algo que nos falta.
Assim, buscamos no outro
o que não temos,
ou o que não somos.
Como o modo de amar,
ou de estar na vida,
ou da forma como nos ilumina.
Ou alguém aparece
e dá um arraso
em tudo o que foi feito...
Aquilo que a vida revela.


C@rlos@lmeida
(Foto da net)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O Brilho do farol


Diz que não é tarde demais
Agora… parto sem mágoa
Já não quero estar aqui.
Quando o sol se esconder no horizonte,
quando toda a dor vier à tona
só o tempo vai curar.
Tu vais entender!
Tento chegar ao farol,
e não encontro uma saída.
Eu sei… que não sou escritor
e por isso procuro palavras,
para definir este lugar tão belo.
Tudo fica mudo!
Aqui!... Neste porto de abrigo.
Eu vou gritar ao mundo!
Já sofri por amores que vivi.
Neste farol…
Onde o horizonte começa e termina
e o tempo espera.
Tanto silêncio…
Queria entender as razões
que só o tempo pode curar…
Neste porto de abrigo
vou-me encontrar.
Vale a pena acreditar
Cá!… vou gritar ao mundo
tudo pelo que passei.
Aqui!... acabou-se a dor
que me parte em pedaços.
Além do brilho do farol,
o horizonte…
leva-me até ti,
Quando tu não estás…
O farol,
o mar calmo,
o silêncio,
levam-me até ti.
Não queria tanta solidão,
não sei onde estás,
mas não penses em te afastar de mim.
O farol…
Este meu porto de abrigo
onde oculto
os meus sentimentos
pelo menos, algumas vezes.
Aqui!... onde o mar começa
e a terra termina.
Além do horizonte, do pôr-do-sol
tenho o brilho do farol.

C@rlos@lmeida
(Foto da Net)

domingo, 15 de janeiro de 2012

Apenas sentidos


Apenas sentidos...
a loucura de ser louco
pelo ardor desta paixão.

Apenas sentidos...
que brotam do meu sentir
tudo encanta.

Apenas sentidos...
um banho de poesia
pelo ardor desta paixão.

Apenas sentidos...
onde está a magia
dos antigos recantos da minha alma?

Apenas sentidos...
que brotam do meu sentir
a loucura de ser louco.


C@rlos@lmeida
(Foto da net)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Desafio...


O tempo não pode acabar
Com um amor sem explicação.
Não amo pela beleza,
Amo apenas porque o tempo não pode acabar.

A vida ensina-me
Que nada recebo
Sem que primeiro
Tenha dado tempo.

Os erros são um sinal
De coragem
E de por vezes me desviar do tempo
E experimentar outros caminhos.

O desconhecido assusta
O tempo é um desafio
E os desafios fazem-me crescer,
evoluir, sair do marasmo.

A competição pode ser
O catalisador que me tira tempo.
O desânimo faz
Com que mostre a minha garra.

Enquanto houver amanhã
A perda de tempo
Não deve ocupar a mente
Com águas passadas.

Sinto no meu interior
Que independentemente de ser belo
O tempo, não é digno
De ser amado.

O tempo não pode acabar
Pode sofrer derrotas
Pode até cair
Mas isso não faz dele derrotado.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Milagre!


Amar é entregar-me,
Sem medo e sem reservas
A algo superior e incontrolável.
Milagre!
Amar é dar e receber e transformar em doce
Tudo o que é potencialmente amargo.

A felicidade é para aqueles
que querem ver-me crescer,
e a tornar-me verdadeiramente grande.
Milagre!
Se o que tenho a dizer
não é mais belo que o silêncio.

Talvez seja altura de parar,
numa súbita fractura de mim,
num quebrar de alma.
Milagre!
Nas saudades do que já fui
em que todas as coisas se fundem.

São precisas torrentes de sangue…
Olho em volta e percebo
se precisar de ajuda não hesito.
Milagre!
Não tenho de fazer
esta travessia sozinho.

Controlo as minhas emoções…
Quando deixa de ser uma batalha minha,
desculpas vêm sempre a calhar.
Milagre!
Aos olhos do mundo
basta uma lágrima.

A felicidade é para aqueles…
Que andam ao sabor das ondas,
tento não ver apenas o lado negro da vida.
Milagre!
Quando a tempestade passar,
a poeira baixa e o sol volta a brilhar.


Amar é dar e receber…
Para se executarem grandes coisas
Basta uma lágrima
Milagre!
Para amar… há que viver
Como se nunca fosse morrer.

Controlo as minhas emoções…
os quereres, as necessidades, os devaneios,
Pois é necessário canalizar toda a energia.
Milagre!
Este corpo no final,
Será misturado com a lama.

C@rlos@lmeida
(Foto da net)