Dei
comigo a estremecer
perante
a beleza impressionante
das
palavras, dos
poemas,
das
cartas esquecidas!
Ao
amor que o sofrimento
tornou
invencível.
Esquecidas
de tudo, eram
intemporais
as
palavras rabiscadas!...
Alguns
momentos,
pequenos
gestos
pensamentos
paralelos
que
a mente liberta.
Quanta
mágoa, tristeza!
interrogações
que correm sussurradas…
tantas
palavras
tantas
cartas esquecidas
São
estas as cartas
que
servem de bálsamo para a dor,
cartas
que servem como fonte de inspiração
tal
como a música.
Cartas
que transmitem o que vivemos…
depois
de viver!
tentando
não perturbar o estado mágico
em
que pareço mergulhado.
Palavras
que deixam transparecer
nas
entrelinhas alguma tristeza!...
cartas
que magoam e fazem relembrar
a cicatriz que faz doer!...
Segredos
que inundam os meus sentidos!...
uma
atmosfera irreal
que povoa a mágica
que
só o amor pode oferecer.
Cartas
esquecidas
quem
as escreveu, sem saber sequer
o poder de imaginar
enredos
e emoções.
No
pano de sonho
prazer
e angustia
de
quem escreve e dá
a quem lê.
Estão
lá as palavras do pensamento,
um
tempo que já não existe
os
sonhos um pouco absurdos
de
prosseguir no presente as
marcas do passado…
Assim
no ar congelado
naquele
espaço, naquele tempo
meras
recordações… meras
lembranças…
Nas
cartas esquecidas.
E tu?
Será que fugiste?
Será que continuas onde sempre estives-te?
Sobre um monte de palavras mortas… esquecidas?
Autor: Mikii
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