Fecho os olhos e saboreio a noite cá fora O frio, o escuro Olhares alheios sem sentido Que passam Coisas que ainda procuro no meu espírito, não sei como evitá-lo. São momentos, Muitas palavras ao mesmo tempo… Tiritando de frio, em vez de optar por me recolher, fecho os olhos e saboreio as gotas de chuva. Como é fascinante o silêncio! Tem coisas estranhas com algo de cruel. Fecho os olhos e saboreio o meu amor à música e as palavras. Tantas palavras que saem do meu íntimo que me deliciam e comovem, onde posso rir e chorar livremente rir de mim, chorar para mim. São momentos Que se misturam com o silêncio. Há coisas que ainda procuro Saudade que cresce, com o tempo vai passando, em que aprendi coisas que nem sonhava que existiam. São momentos Sem ruído e cinzentos. Fecho os olhos e saboreio cada letra que escrevo… letras minhas pensamentos meus. Lá ao longe, um relâmpago no céu cinzento é para lá que os meus olhos são levados… Olhares alheios voltam a passar. Vejo no seu olhar a sua interrogação … O que faz aqui este doido ao frio? Porquê? Sem saber porquê procuro outro sentido… Não é em mim! é na busca do sentido. Fecho os olhos, saboreio o som maravilhoso das ondas a bater nas rochas lá ao longe. Cai uma chuva miudinha… O som de Sarah Brightman – A Whiter shade of Pale simplesmente maravilhosa. A chuva afinal não é chuva… é maresia ! Fecho os olhos, mas tenho de escrever esta página que quero deixar fechada.
O mar é um mundo sem fim Um lugar mágico... A manhã está fresca e o cheiro intenso a maresia parece prometer-me o infinito...
As ondas nas idas e nas vindas, cheias de sussurros. Este mar misterioso para explorar e sorver até à última gota.
A magia de cada instante, a caminho do nada, no meio de tudo... A outra margem no horizonte...
Sigo para olhar o tempo, neste lugar mágico, os fantasmas que mais ninguém se lembra de ter visto.
Fecho os olhos e absorvo o mar, o cheiro a maresia, para que o meu pensamento se torne transparente.
A partir do nada... A magia da emoção de cada instante, o percurso, o tempo do mistério, do tempo que passou!
Quantas almas inocentes ficaram neste mar? Mais uma vez, não sei... Só contemplo este mar, o infinito, a sua fala suave sem retirar um pouco que seja da alma.
As ondas nas vindas e nas idas tentam quebrar o silêncio, no interior do mundo, de mim, e das coisas. O mar, é a magia de cada instante...