domingo, 19 de fevereiro de 2017

Segredos escondidos



Podem passar décadas
vidas completas,
restam os resíduos secos
das lágrimas
que já não consigo derramar.

Paro para ouvir o meu eco,
penso em ti…
Vou mastigando sons e palavras
guardo a respiração
quando a terra inteira fica em silêncio.

Vem do amor
os segredos escondidos,
como o voo das aves
sobre o jardim…
O que faço com esta dor?

Sobretudo quando o céu
parece cair sobre a minha cabeça
… no principio de cada primavera.
Há angústias que me invadem
que contém todos os mistérios do nosso prazer.

Acontecimentos, que se falassem
contavam muitas histórias
dos segredos escondidos.
Às vezes deixo escapar
pedaços dos meus sonhos.

𺰘¨¨˜°ºð007/2017𺰘¨¨˜°ºð
Autor: 𺰘¨¨˜°ºðCarlosCoelho𺰘¨¨˜°ºð
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

O meu tempo



Em vão procuro o meu amor perdido
na imensa saudade de ontem.
Sou capaz de me livrar de tudo,
menos daquilo que me aprisiona.
Será que ainda me resta tempo contigo?

Recordo o sabor da tua pele
sou invadido por lembranças
esbatidas no tempo.
Em vão procuro o teu amor perdido,
os olhos cerram-se diante de tamanha dor.

Como se fosse um veneno
que só as palavras podem diluir.
Em vão procuro o teu amor perdido.
Ainda sinto o teu cheiro
e perco-me nessa ilusão.

Será que a tua pele ainda é macia?
Tento encontrar a tua mão, em vão…
Em vão procuro o teu amor perdido
a minha alma é invadida,
o meu coração bate fora do peito.

Em vão procuro o teu amor perdido
descubro-me a confundir
O meu tempo…
os tempos… os sentimentos
Onde já não estás!

𺰘¨¨˜°ºð005/2017𺰘¨¨˜°ºð
Autor: 𺰘¨¨˜°ºðCarlosCoelho𺰘¨¨˜°ºð
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sábado, 28 de janeiro de 2017

A dança do sentir



Vagueia o fantasma de um passado
a dor de uma separação
melancolia que habita o outro lado
das palavras ditas sem razão.

Apenas o silêncio terrível
Entre aquilo que imaginei, em retalhos
Até que ponto é singular, afinal a vida?
E o seu rosário de pecados!

Não era preciso esperar pela noite
parece que ainda não tirámos tudo do momento.
Muitas vezes dentro do espelho
que me devolve a angústia deste tormento.

O olhar é sempre um olhar que escolhe
em pensamento pousado.
Sobre o amanhã, rasga horizontes
do tempo revolto observado.

Reclino-me e levanto os olhos ao céu
aguardo do alto um raio de luz.
Que me traga inspiração para viver
na dança do sentir que me seduz.

Farrapos do céu
sonhos misturados.
A plenitude do amor
nos nossos sonhos alados.

Palavras novas que jorram
inesperadas, em sentido inverso.
Que vivem nos seus limites
num mundo escuro e perverso.

E na consumação da paixão
já na Primavera da vida.
Sobre o véu da inocência
o vazio da perda sentida.

E com o poder do sol
histórias partilhadas por dentro.
Atiram fora todas as memórias
que jorram do pensamento.

𺰘¨¨˜°ºð004/2017𺰘¨¨˜°ºð
Autor: 𺰘¨¨˜°ºðCarlosCoelho𺰘¨¨˜°ºð
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domingo, 22 de janeiro de 2017

Profundos Sentimentos



A vida alimenta-se
dos momentos presentes,
momentos sensíveis
e dos profundos sentimentos
neste difícil equilíbrio
entre o sonho e a realidade.

A vida alimenta-se
profundamente a sentir cada palavra.
Temos as facetas
que nos acompanham,
Elas compreendem
a nossa  alma, o nosso coração.

A vida alimenta-se
ainda que a escuridão nos chame.
A escuridão que nos faz sofrer
doer os olhos e os sentidos,
neste lado que sofre
e o outro que se sonha.

A vida alimenta-se
nessa sombra e nessa luz
que passa nas nuvens do céu azulado
que sobrevive a tempestades.
E enquanto um lado quer o outro
registo os laços que me sufocam.

A vida alimenta-se
dos profundos sentimentos.
Eles compreendem a nossa alma
na solidão da madrugada,
neste sentido que sofre
quando não existe mais nada.

𺰘¨¨˜°ºð003/2017𺰘¨¨˜°ºð
Autor: 𺰘¨¨˜°ºðCarlosCoelho𺰘¨¨˜°ºð
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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O outro lado



Quando percorri
a estrada submersa,
aqueles instantes,
aquele azul… Anoitecer
até de manhã.

Mergulhei na vida
nas andanças
e nas palavras ali mesmo!
Ao sol, ou num recanto
de uma sombra.

Silêncio…
Há restos de amor!
O desejo de…
Um dia ali mesmo
voltar a amar-te.

Quando percorri
metade do sol
metade da lua,
um tanto de amor
outro de sonhos perdidos.

Com asas de infinito
pulsando dentro a razão
vejo em mim o outro lado…
Uma contradição que faz doer
apaga a minha alma e o meu coração.

𺰘¨¨˜°ºð002/2017𺰘¨¨˜°ºð
Autor: 𺰘¨¨˜°ºðCarlosCoelho𺰘¨¨˜°ºð
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Fragilidades



Foi uma espécie de sonho
de uma noite de verão
tudo tão banal,
mas tão profundo
onde havia mistério.

Agora está o peso das palavras
palavras… palavras…
fragilidades de um barco de papel
que faz parte da minha força
tornou-se espessa.

Sujeito à força da gravidade
as palavras vão ecoar
fragilidade, como segurar a lua
silêncios incómodos
no meio da ventania.

Tudo ficou como estava
nem o sol escureceu, nem a lua brilhou
nem houve estrelas a mais…
Somente fiquei
esquecido das dores da alma.

𺰘¨¨˜°ºð001/2017𺰘¨¨˜°ºð
Autor: 𺰘¨¨˜°ºðCarlosCoelho𺰘¨¨˜°ºð
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

A Noite



Adormeço o sonho
que me consome e invade
A noite é minha companheira
e os sentimentos acordam tarde.

Refresca-me o frio
da madrugada a amanhecer.
Acalma o pensamento sofrido
dou sem esperar receber.

Adormeço o sonho
que está a acontecer.
Porque agora não tem tempo
porque a mágoa faz doer.

A dor não tem lamento
neste sonho adormecido.
No gelo da minha alma
gela o meu coração sofrido.

A noite é companheira
adormece o sonho que me consome.
A noite acalma a alma
porque o dia não dorme.

𺰘¨¨˜°ºð050/2016𺰘¨¨˜°ºð
Autor: 𺰘¨¨˜°ºðCarlosCoelho𺰘¨¨˜°ºð
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sábado, 24 de dezembro de 2016

Feliz Natal



O Mar



As ondas do mar são de água salgada
mas sabem falar á gente.
Murmuram de rocha em rocha
murmúrios de confidente.

As ondas rezam baixinho
contos que fazem chorar.
Da cruz de cristo a caminho
das índias no alto mar.

As águas falam de dor
e a gente fica a tremer.
Que a onda tem o sabor
do nosso pranto a correr.

Das águas do mar, tristeza!
ai de nós que as escutamos!
Fazem maior a certeza
da mágoa porque amamos.

Às vezes gritam, meu Deus!
tentando levar na espuma
A sua dor para os céus…
e caem logo uma a uma.

A espuma branca chorando
raramente pela praia,
Rola, rola soluçando
até que logo desmaia.

Eu gosto de ouvir o mar
e  gostava de poder
Gastar a vida a escutar
o que ele tem para me dizer

As ondas do mar são de água salgada,
mas sabem falar á gente
Murmuram de barco em barco
murmúrios de confidente.

Autor: 𺰘¨¨˜°ºðCarlosCoelho𺰘¨¨˜°ºð
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sábado, 17 de dezembro de 2016

Estátua de pedra



E poderia amar-te
a tua boca ardente iria despertar
alucinadamente por ti me apaixonar.

Pedra esculpida
por tamanha inspiração
génio omnipotente artesão.

E tu tomarias a verdadeira chama
tocaria teus seios com paixão
a chama visionada no meu coração.

Oh! Quem me dera ser teu
poder talhar na pedra sem dor
o teu corpo imaginário compor.

E ficares nos meus sentidos
fundir nos meus desejos
a rigidez dos teus beijos.

A minha musa inspiradora
queria-te a minha fantasia
mesmo que fosses de pedra dura e fria.

𺰘¨¨˜°ºð048/2016𺰘¨¨˜°ºð
Autor: 𺰘¨¨˜°ºðCarlosCoelho𺰘¨¨˜°ºð
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sábado, 10 de dezembro de 2016

Rio Sul



Que lindo o rio sul
de pedra em pedra a saltar.
Caindo arrastam Seixinhos
Que vão correndo, a brincar.

Que vão correndo e rolando
numa alegria singela
De pedra em pedra beijando
o areão de cor amarela.

Que lindo o rio sul
onde bebem as flores
as árvores e os passarinhos
e também os lavradores.

Rio sul, a alegria dos campos
semeados, que lindos são
Enchem de amor e poesia
os cantares que saem do coração.

Nasces-te nas terras de sul
vais por aí abaixo alpedo
Segues teu caminho formado
até à cidade de S. Pedro.

Quando batem as trindades
rezam baixinho “MeuDeus”
E passam, como saudades,
os andores Implorativos aos céus.

E se cair alguma flor
na pequenina corrente
A espuma faz-lhe um andor
e leva-a rio abaixo... suavemente

Rio sul, não paras
vais correndo, para onde?
Vais ao encontro do Vouga
e do mar que na distância se esconde.

𺰘¨¨˜°ºð047/2016𺰘¨¨˜°ºð
Autor: 𺰘¨¨˜°ºðCarlosCoelho𺰘¨¨˜°ºð
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sábado, 3 de dezembro de 2016

Luz



E eu que sou triste, escrevo as minhas agonias
de tudo quanto é sombra, luto e desalento.
Erguendo em cada verso, um coro de ironias.
eu que vivo na dor e escrevo o sofrimento.

Elevo a minha voz, agora para me expressar
a minha graça estranha, esta graça encantadora.
Que me ensinou enfim, os tempos conjugar
do verbo que é na minha vida, a minha luz acolhedora.

E podem-se alegrar as fragas escarpadas sem medos
rasgar o corpo inteiro em tojos e silvados.
Como suporto o coração, com tantos segredos
não o sinto embriagado, cálidos momentos guardados.

Achei no teu encanto, a forma que sonhava
a graça embriagante, que eu adoro e prossigo.
Achei no teu olhar, a luz que me faltava
eu era a noite escura, a luz veio contigo.

Amar é florescer, é ter no coração
a essência da harmonia, espírito de saber.
É ter sobre a dor, o véu de uma ilusão
é ter no crânio ardente, o beijo azul dos céus quando morrer.

𺰘¨¨˜°ºð046/2016𺰘¨¨˜°ºð
Autor: 𺰘¨¨˜°ºðCarlosCoelho𺰘¨¨˜°ºð
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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Há qualquer coisa no tempo



Há qualquer coisa no tempo
que desapareceu.
O que sei…
o que sinto…
Procuro dar sentido
ao que não tem sentido.

Ás vezes, doí, muito sim…
então transformo-me em pedra
e o coração passa a ser apenas
um cubo de gelo.
Aí, ganho consciência dos silêncios
e de todas as feridas.

E cada tempo tem o seu tempo,
no intenso desejo de viver.
São as horas certas
em todas as horas incertas
e o mundo continua a arrumar-me
ás voltas com a vida.

Há qualquer coisa no tempo
quando procuramos e não encontramos… Nada!
Repetimos padrões, cometemos erros.
outras vezes, corremos, apressados,
atropelamos a oportunidade e os sentidos.

Desenterramos velhos fantasmas
sonhos e pesadelos
que se tornam de repente num desafio,
e... na ironia do destino e do tempo
escondendo quem somos.

𺰘¨¨˜°ºð045/2016𺰘¨¨˜°ºð
Autor: 𺰘¨¨˜°ºðCarlosCoelho𺰘¨¨˜°ºð
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