Às vezes… no silêncio da noite, a magia silenciosa de um olhar, cala mil palavras a proferir. Às vezes… mais do que palavras dissipo-me no eco do silêncio em mim. Às vezes… a profundidade de um olhar pode ser tudo e nada. Às vezes… olho simplesmente o vazio o oceano fundo de emoções. Às vezes… escuto o vento que leva a ti o meu lamento. Às vezes… o grito perde-se na garganta e cria um imaginário dentro da minha própria realidade. Às vezes… vivo apenas um dia após o outro, apenas por viver. Às vezes… este cansaço imenso preenche o vazio, mas há dias que vem tomar conta de mim. Às vezes… recordo pensamentos de outrora tormentos de cruel solidão. Ás vezes… a tristeza e a desilusão pago-as com lágrimas a felicidade e o carinho pago-os com sorrisos. Às vezes… chorar lava-me a alma e faz crescer a semente da evolução pessoal. Às vezes… afinal partilho o amanhecer que desabrocha lá fora. Às vezes… amo amo a vida amo quem me rodeia mas… apenas sobra o vazio… estranho… apenas o vazio se apodera do meu peito. E vivo… Às vezes… sinto-me dormente… sei qual é a minha condição ao partir, não sei qual será ao voltar. Às vezes… prossigo um objectivo, um horizonte… penso que estou ausente, distante. Às vezes…Olho o sol e a lua… sinto o vento no rosto. Às vezes…sinto os meus lábios sobre os teus unidos num beijo. Às vezes… quando escrevo ao sentimento é com amor no coração. Às vezes… como forma de me encontrar, torno a escrita mais leve dou-lhe asas para voar. Às vezes…
Eu bem sei que o tempo não vai voltar sem o coração sorrir talvez só por estarmos sós como uma noite sem luar e tu vinhas e falavas num autêntico alvoroço o cansaço…
Eu bem sei que o tempo não vai voltar cheio de segredos, nostalgia, amores contrariados, e grandes paixões.
Sem o coração sorrir mesmo que deixe transparecer um espírito errante egoísta e fútil carrega o peso de uma vida.
Talvez só por estarmos sós o que me alimente destrói-me as cores do céu são inacreditáveis, para onde quer que olhe, as minhas retinas enchem-se de beleza.
Como uma noite sem luar longe dos olhares e ouvidos alheios rir, chorar desperta paixões e ódios é qualquer coisa de mágico, mexe comigo.
E tu vinhas e falavas… desaparece! desaparece! incapaz de renunciar á vida. Gritar! É a solução para vencer o medo do primeiro ao último raio de sol.
Num autêntico alvoroço sinto o peso dessa solidão porque tem a ver com as minhas memórias, mas com um grande coração, corrigir os erros do passado.
O Cansaço… uma sensação interior um fantasma sem cabeça não porque seja algo muito profundo eu bem sei que o tempo não vai voltar.
Suave… Palavras loucas que se lêem nos olhos serenamente. Suave… o sentir, o sentido o despertar dos sorrisos que nasce do desejo. Amarras secretas são palavras que o vento leva na pele que veste o corpo. Suave… o que a alma sente porque não pode ser amor, mas a sua magia penetra na lua. Suave… que mais posso fazer? não levas apenas o meu cheiro nem os meus beijos em tua face e num sopro vais! Suave… és brisa intensa lua branca que brilha. Tenho nos olhos guardados, o tremor do teu desejo. Suave… palavras de todos os dias fico calado, na sombra do que sou, que se mistura com o passado. Suave… a música da noite, apenas por instantes sou a voz da música que escutas. Mudemos as palavras troquemos os sentidos. Suave… A vida é poema a verdade é sempre melhor que a mentira mesmo que doa. É de vento que me alimento porque há silêncios que dizem mais que palavras. Suave… É a tua amizade, assim como a lua, assim como a canção que me confidencia Segredos.
A vida vai correndo… recordo todos os momentos as palavras prendem-se na minha garganta as mãos tremem o nervosismo está no auge, com o efeito bombástico das suas palavras.
As palavras, que não procuro nesta noite tão especial, com os olhos em baixo, penso sempre com o coração por entre recordações, a vida vai correndo…
Houve um tempo em que julguei… a vida vai correndo… rezei com todo o fervor defumei a casa com incenso olhei sempre para a frente voltei à realidade.
Banhei-me nas águas da cascata a vida vai correndo… esconde os sentimentos a cumplicidade que nos une das coisas que guardo, as palavras perdem-se na minha garganta
A vida vai correndo… embora temporariamente só eu acredite em mim mesmo senti um grande vazio, um pesadelo detalhes que não podem ser esquecidos.
Um último suspiro solto risos e gargalhadas a vida vai correndo… as palavras perdem-se na minha garganta Pouco a pouco a máscara da bondade, No momento errado.
A vida vai correndo… quantas dúvidas deixei no momento sentimentos ruins onde por vezes nem me lembro as palavras que não procuro a observação do que me rodeia.
Uma certa candura no olhar a vida vai correndo… uma química que não se explica o meu sorriso na boca do vento os momentos em que esmoreci momentos que desisti de tudo.
E depois do silêncio? Dei um longo suspiro Anjo? Demónio? Uma luta que não tem razões do tempo que me angustia como se fosse sopro da vida. E depois do silêncio? Melodias sonhadoras que instauram um espaço de deleite na imensidão da desordem. Almas sensíveis… E depois do silêncio? O que me inspira são esses momentos em que me sinto insignificante na vastidão do universo. Anjo? Demónio? Como se tudo estivesse ligado entre si pelo sentido! abrem-se horizontes sem profundidade… para a luz transparente da alvorada. nada aqui é passado. E depois do silêncio? Uma luz fria e dourada, um olhar directo e firme, que me penetra até à alma. Os sentidos ocultos que existem Vida e morte, religião e amor… Anjo? Demónio? Algo no mais vacilante de mim, lá onde eu tenho medo cresce sem limites. Como se tudo estivesse ligado entre si Pelo sentido do real pelo sentido do possível. E depois do silêncio? Ir suavemente à deriva, Ou suscitar sorrisos Na esperança oculta No laço de confiança. Anjo? Demónio? O imaginário de todos um sentido semelhante do que é belo! E depois do silêncio? Momentos inatingíveis especialmente quando partilhados com alguém. Uma suspensão no tempo, o olhar desesperado por vezes tímido… almas sensíveis Anjo? Demónio? Depois do silêncio.